Extra quer ser fashion

Extra quer ser fashion

O hipermercado Extra, do grupo Pão de Açúcar, decidiu revitalizar a área de confecções das suas 105 lojas. Para isso, foi buscar na concorrência o executivo Sidnei Abreu, que acumulou experiência de 24 anos na C&A, como executivo das áreas de compras e operações. Logo que chegou ao Pão de Açúcar, em julho de 2008, Abreu tomou três providências: investiu no treinamento do pessoal de vendas, reforçou o mix de produtos e deu ênfase à exposição dos itens.

Clayton Netz, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2010 | 00h00

Acostumado a vender moda, Abreu vem criando coleções que mesclam roupas básicas com peças fashion, inspiradas nas novidades que traz das viagens aos principais polos de moda do mundo. Para chamar a atenção dos consumidores, recorreu aos manequins e painéis de fotografias para expor os produtos. "Toda semana renovamos as peças expostas nos manequins para ajudar o cliente a compor um visual de acordo com as tendências da moda", diz Abreu.

A repaginada na moda do Extra faz parte da estratégia do grupo de mudar a imagem das roupas de supermercado, pouco valorizadas pelos consumidores. "Não queremos apenas vender camiseta branca e meias, mas também oferecer produtos mais elaborados para aproveitar o grande fluxo de clientes que circulam pelo Extra todos os dias", diz Abreu. E, é claro, garantir uma fatia num mercado que, mesmo em meio à crise, avançou 7,7% em 2009, e deve voltar a crescer acima dos dois dígitos este ano.

"Com o aumento da renda, a classe média passou a consumir moda como símbolo de status", diz Sylvio Mandel, presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abeim). A Abeim reúne grandes empresas do setor, como Renner, Lojas Marisa, C&A e Riachuelo, responsáveis por 15% das vendas de confecções do País.

A renovação da área de confecções no Pão de Açúcar vem dando resultado. Em 2009, a área teve crescimento de 15%, acima do faturamento médio do grupo e também de concorrentes, como a Lojas Marisa, que encerrou o ano passado com aumento de 3,4%. O resultado da área de Abreu inclui, ainda, o bom desempenho da marca Taeq, voltada para atividades esportivas e de lazer, que apresentou aumento de receita superior a 20% em 2009. Abreu sabe que não poderá competir em tamanho (leia-se faturamento) com a área alimentos, o forte do Extra, mas quer superá-la em termos relativos em 2010. "Pretendo crescer 50% a mais do que o Extra este ano", afirma.

INVESTIMENTOS

US$ 575 mi

somaram as exportações brasileiras de alimentos e bebidas para a Argélia em 2009, de acordo com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Isso representa um crescimento de 19% em relação ao ano anterior

IMÓVEIS

Depois da derrapada, Trump volta ao Brasil

O empresário americano Donald Trump está de volta ao Brasil. Desta vez, com a intenção de criar um fundo de investimentos imobiliários. A meta é formar em cinco anos uma carteira de propriedades que alcance o valor geral de vendas de R$ 10 bilhões, por intermédio de uma associação entre a Trump Organization e a Gold & Bell, dos empresários brasileiros Ricardo Bellino e Samuel Goldstein. Mas os investimentos não sairão da conta de Trump. "Vamos criar um banco de terrenos com recursos captados em parcerias", diz Bellino. "Não há dúvida de que qualquer projeto se valoriza a partir do momento em que o Trump põe as mãos nele."

Depois da derrapada 2

Há quem veja com ceticismo os planos do magnata. Até o momento, o decantado toque de Midas de Trump não funcionou no Brasil. Em 2003, o empresário anunciou a construção de um megaempreendimento imobiliário, a Villa Trump, orçado em US$ 100 milhões, em Itatiba, na região de Campinas. A Villa Trump, porém, não saiu do papel e, depois da derrapada, o terreno foi vendido, em 2007, para a Alphaville Urbanismo, controlada pela construtora Gafisa. "A decisão de venda foi uma mudança estratégica dos investidores", diz Bellino, que era um dos donos do terreno. Segundo ele, entre os locais sondados por Trump em sua nova empreitada, estão o litoral Norte de São Paulo, Búzios e o Rio de Janeiro.

BALANÇO

Cetelem retoma ao azul com lucro ainda pequeno

Depois de dois anos de vacas magras, nos quais acumulou prejuízos de R$ 24 milhões( 2007) e R$ 65 milhões(2008), quase uma façanha para quem atua no setor no Brasil, a financeira Cetelem está voltando ao lucro, ainda que pequeno. Controlada pelo francês BNP Paribas, a Cetelem estampará em seu balanço, que será divulgado nesta terça feira, um lucro bruto de R$ 15 milhões. Para melhorar os resultados, a financeira, que completa 10 anos de atuação no País, reforçou sua parceria na oferta de cartões co-branded com grandes redes de varejo, como Submarino, Fnac, Kalunga e Telhanorte, aumentou o limite de crédito de 500 mil dos 3,3 milhões de clientes, investiu na venda de apólices de seguros, bem como triplicou suas operações de crédito consignado de R$ 680 milhões para R$ 1,3 bilhão. "Queremos fechar 2010 com o maior lucro de nossa história no Brasil, com pelo menos R$ 60 milhões", diz Franck Vignard-Rosez, diretor financeiro da Cetelem.

CAMPANHA

China In Box vai sortear casas

Com 140 lojas no País, a China In Box, líder entre as empresas de delivery de comida oriental no Brasil, está investindo R$ 3 milhões para lançar uma ação promocional que vai premiar seus clientes com cinco casas, no valor de R$ 50 mil cada. Participam da promoção os clientes que consumirem um dos pratos que acompanham os tradicionais biscoitos orientais da sorte. Criada há 18 anos, a rede de franquias faturou R$ 21 milhões em 2009, um crescimento de 16% sobre 2008. "Pretendemos repetir a dose este ano", diz Mary Katayama Kaidey, diretora de marketing da China In Box.

SUSTENTABILIDADE

Nitro Química ganha certificação verde

Líder mundial no mercado de nitrocelulose, a Nitro Química, empresa do Grupo Votorantim, recebeu uma certificação inédita. Foi reconhecida pela Associação de Fabricantes de Tintas de Impressão, a Napim, dos Estados Unidos, como a única produtora de nitrocelulose do mundo que usa resinas sintéticas com alto teor de matérias-primas renováveis. Fabricado à base de celulose de madeira e etanol, o produto atinge índices de até 80% de material renovável. A média do mercado é de até 50%. A fábrica, localizada em São Miguel Paulista (SP), com capacidade para produzir 38 mil toneladas por ano, exporta para mais de 70 países. A nitrocelulose é usada em segmentos como repintura automotiva, tintas de impressão por rotogravura e flexografia, cosméticos (esmalte de unha) e acabamentos para couro.

VIAGEM

Tarifa de inglês para brasileiro ver

Duas consumidoras, uma de São Paulo, outra do Rio de Janeiro, que pretendiam viajar juntas para a Turquia pela British Airways (BA) na primeira quinzena de abril, depararam-se recentemente com uma situação inusitada. Caso as amigas embarcassem no aeroporto do Galeão, a tarifa cobrada pela BA seria de US$ 1.507. Se a opção do embarque fosse Cumbica, o preço pedido seria de US$ 2.557, ou seja, exatos US$ 1.050 mais caros. Procurada, a BA informou que a disparidade é consequência da lei da oferta e da procura - as tarifas são mais altas onde há mais demanda e vice-versa. De qualquer forma, vale a pena pesquisar os preços antes de bater o martelo na compra da passagem.

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