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Extradição de banqueiros preocupa empresários britânicos

As leis que permitem a extradição para osEstados Unidos de três banqueiros britânicos são "injustas e insidiosas", afirmaram líderes empresariais e defensores dos direitos humanos em carta ao ministro do Interior, John Reid. A carta argumenta que as leis utilizadas para levar à Justiça americana três ex-gerentes de investimentos, acusados de fraude em relação com o caso Enron, estão prejudicando as relações empresariais entre EUA e Grã-Bretanha, afirma o jornal Financial Times. O texto é assinado, entre outros, pelo diretor-geral da Confederação da Indústria Britânica, Digby Jones, pelo diretor-geral do Instituto de Diretores, Miles Tempelman, e pela diretora da ONGde direitos humanos Liberty, Shami Chakrabarti. "Reconhecemos e aceitamos totalmente a necessidade de cooperação internacional em assuntos criminais, mas preocupa muito que as regras de extradição exponham os empresários britânicos a riscosextraordinários e graves", acrescentam. A carta será entregue no Ministério do Interior por cerca de 50 manifestantes, ao fim de um protesto organizado por Karl Watkin, um empresário britânico que se disse preocupado com a sorte de seus colegas. Risco de prisão Os três banqueiros acusados - David Bermingham, Giles Darby e Gary Mulgrew - perderam nesta semana uma batalha de dois anos para evitar a extradição. Os críticos da legislação britânica dizem que ela não protege os direitos humanos. Além disso, as autoridades americanas têm que apresentar menos provas sobre o delito supostamente cometido do queas britânicas teriam num caso inverso. Segundo o diretor-geral do Instituto de Diretores, Miles Templeman, a atual legislação "preocupa seriamente" o grupo empresarial e pode ter como conseqüência a redução dos negócios britânicos nos Estados Unidos. Digby Jones alertou que os ex-banqueiros correm o risco de ser "encarcerados com violadores e narcotraficantes". Os banqueiros foram acusados de sete delitos, podendo ser condenados a penas de cinco anos de prisão em cada um deles. Assim, correm o risco de passar até 35 anos atrás das grades.

Agencia Estado,

29 de junho de 2006 | 05h02

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