Extratos são necessários para ação FGTS

Ao mover ação do FGTS na Justiça, é interessante que o optante tenha o extrato da conta vinculada referente à época dos expurgos (1989-1990). É o que afirma o presidente da Associação Brasileira de Defesa dos Contribuintes (ABDC), Roberto Caldas.Quem tinha conta na Caixa Econômica Federal (CEF) na época pode recorrer a ela para solicitar os extratos analíticos. Caso contrário, apenas os bancos que detinham a conta do trabalhador inicialmente podem fornecer esse documento. A CEF explica que possui as informações apenas a partir de 1990, quando houve a transferência das contas de FGTS, sem registro, portanto, de dados anteriores.Para obter o extrato na CEF, basta levar o número do PIS e a carteira de trabalho, o CGC da empresa, a data de admissão e de demissão, se houver, e o nome da mãe - para evitar problemas com homônimos. Em cinco dias úteis, o optante pode retirar o documento sem pagar nenhuma tarifa.Procedimento De acordo com alguns bancos, a Federação Nacional das Associações de Bancos (Febraban) poderá realizar esta semana reunião entre os bancos e o Conselho Curador do FGTS para definir como será feito o levantamento dessas contas e qual o procedimento a ser adotado. Por enquanto, cada instituição financeira pesquisada - Banco do Brasil, Banespa, Bradesco e Itaú - adota um procedimento distinto para fornecer o extrato. O BB exige nome completo do trabalhador e da empresa, além do número da conta vinculada no fundo e o da empresa. Mediante pagamento de R$ 2,90, em 20 dias pode-se retirar o documento na agência solicitada. O Banespa pede RG, CIC e número do PIS. O valor exigido é de R$ 3,00 e o optante retira o extrato entre 10 e 15 dias. O Bradesco leva até dois meses para fornecer o documento mediante taxa de R$3,90 se o optante apresentar o número da carteira de trabalho e o do PIS, o nome da empresa e o período em que trabalhou. O Itaú exige RG, número da carteira de trabalho e do PIS. O trabalhador paga R$ 2,90 e o documento fica pronto em até 20 dias.

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