Fã de consórcio nos anos 80, auditor descarta produto hoje

Érzio de Oliveira Filho tem 50 anos e trabalha como auditor de uma empresa de telecomunicações. Até meados da década de 90, todos os bens de sua casa - televisor, videocassete, geladeira e máquina de lavar louça, entre outros - foram comprados por meio de consórcio.

Roberta Scrivano, de O Estado de S. Paulo,

23 de maio de 2010 | 23h00

Havia basicamente dois motivos para a preferência: as baixas prestações, já que a renda mensal era pequena; e o desejo de ter os produtos mais novos do mercado.

"A cada 10 dias, era lançado um novo modelo de videocassete, por exemplo. Por isso, eu entrava no consórcio sem a perspectiva de dar lance e com o intuito de ser o último sorteado. Assim, eu conseguiria o modelo mais atualizado do mercado pagando o mesmo preço do primeiro sorteado", revela.

O auditor lembra também que, na época, a economia era desequilibrada, com inflação alta e juros descontrolados. "A situação financeira de todos era difícil", comenta. Por isso, diz, não havia segurança para ingressar em um financiamento de médio ou longo prazo. "Sem dúvida, o consórcio era a melhor opção para a minha família", afirma.

Hoje em dia, no entanto, a situação é a inversa. Com a economia estabilizada, Oliveira está certo de que poupar e financiar são as melhores alternativas para quem quer adquirir bens de maior valor. "Hoje não entro em consórcio nem se me pagarem", diz.

Na opinião do auditor, os financiamentos são "muito bons" e, se bem escolhidos, cabem no bolso de qualquer brasileiro.

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