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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

FAB disponibiliza aviões EMB-145 para transporte de passageiros da Varig

O Comando da Aeronáutica decidiu disponibilizar três aviões EMB-145 da Força Aérea, que possuem 45 lugares cada, para ajudar a trazer passageiros de países da América do Sul para o Brasil. Na quarta-feira, a FAB já havia oferecido dois Boeing 707, conhecidos como "sucatões", com capacidade para transportar 160 passageiros cada, para trazer clientes da Varig da Europa para o Brasil. Não há definição, no entanto, de quando os aviões começarão a voar. As cinco aeronaves estão baseadas no Rio de Janeiro e poderão decolar a qualquer momento que houver decisão do governo. A idéia é só acionar estes aviões casos as companhias estrangeiras e as brasileiras não consigam transportar os passageiros que estão no exterior.Na quinta-feira, a situação já começou a se agravar nos aeroportos, o que está preocupando o governo. Houve problemas em Brasília, Guarulhos e Porto Alegre. A expectativa é de que no fim de semana, e a partir de agora, as coisas comecem a se agravar. Caso haja paralisação completa da Varig, a estimativa é que ocorram pelo menos dois dias de muito tumulto nos aeroportos brasileiros. A situação é mais grave no exterior, onde o governo teria de contar, principalmente com o apoio das empresas aéreas estrangeiras.Problemas no resgate A possível operação de resgate de brasileiros com passagens da Varig no Exterior com os "sucatões", terá de contornar pelo menos dois problemas. O jato brasileiro fere restrições quanto ao nível de ruído permitido fora do País e será necessária autorização prévia para entrada de avião militar e para transporte de passageiros. Segundo especialistas, o nível de ruído gerado pelos motores dos Boeings 707 brasileiros supera o limite permitido em cidades americanas e européias. Uma fonte explica que o jato tem redutores de ruído, que permitiram sua operação no passado recente no exterior, mas não abafam o barulho o suficiente para os limites atuais. O economista Paulo Bittencourt Sampaio alerta sobre o problema do ruído e diz que será preciso os outros países liberarem o embarque de passageiros, originalmente de vôos comerciais, em aviões militares. Outra fonte argumenta que vôos com passageiros dependem de pagamento de seguro e que não está previsto nos acordos aéreos bilaterais o apoio de aviões militares em caso de problemas enfrentados por empresas privadas. "Não está caracterizada uma situação de calamidade pública, de emergência desse tipo. Houve um problema puramente comercial. Como é que o Itamaraty vai contornar estas questões?", perguntou outro especialista. Ele lembra, ainda, que o sobrevôo de aviões militares nos céus de outros países depende de pedidos de autorização do Estado Maior da Aeronáutica para as Forças Aéreas dos países envolvidos. Já o coordenador de segurança do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), Ronaldo Jenkins, reconhece que o problema dos ruídos existe, mas eventualmente estas jatos poderão receber autorização especial para operação. "Tudo é possível, desde que seja negociado", comentou.

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