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Faber recolhe borracha com substância tóxica

A Faber-Castell, uma das maiores fabricantes brasileiras de material escolar, começou a substituir as borrachas TK Plast fabricadas antes de 13 de setembro do ano passado por outras. A iniciativa começou após uma entidade de defesa do Consumidor, a Pro Teste, divulgar que a borracha (modelos branco com embalagem azul e amarelo com embalagem amarela) apresentavam a substância química ftalato em sua composição.Os consumidores que compraram o produto antes de 13 de setembro ou têm dúvidas sobre as borrachas que possuem em casa devem entrar em contato com a Faber Castell pelo telefone 0800-7720025, entre as 8h e as 18h. A ligação é gratuita. A empresa, no entanto, não caracterizou a ação como um recall. ''''Não existem estudos conclusivos sobre os riscos à saúde decorrentes do uso de ftalato, sendo que nos EUA ainda não há uma legislação de restrição ao seu uso, e a Comunidade Européia, como medida preventiva, determinou a retirada desse componente'''', afirma a empresa, em comunicado.O ftalato é uma substância ainda em estudo, mas há suspeitas de que ele possa causar danos à saúde. ''''Na Europa, o nível de ftalato presente em um produto não pode ser superir a 0,1%'''', explica Maria Inês Dolci, coordenadora da Pro Teste. ''''Nas borrachas da Faber Castell, havia 50 vezes mais ftalato do que o permitido.''''A empresa afirma que desde 13 de setembro reduziu drasticamente a quantidade de ftalato nas borrachas para se adequar não só à norma européia, como também à nova norma de uso de componentes em produtos, que entrará em vigor no Brasil em 1º de abril deste ano. ''''A Faber-Castell agiu pró-ativamente e retirou esse componente da fórmula da borracha TK Plast, a partir do dia 13 de setembro de 2007. As demais borrachas da Faber-Castell Brasil nunca contiveram esse ingrediente em suas fórmulas'''', afirmou a empresa. Não há dados de quantas borrachas foram vendidas antes da mudança.A coordenadora afirma que deveria ser iniciado um processo de recall porque, por não haver informações sobre a data de fabricação na embalagem das borrachas, o consumidor não consegue saber se está utilizando um produto fabricado antes ou depois das mudanças. ''''O mais problemático é que muitos desses produtos estão sendo usados diariamente por crianças nas escolas'''', diz Maria Inês. ''''E a empresa, apesar de comunicar que fará uma troca, não explicou a seus consumidores como fará o processo.''''

Ana Paula Lacerda, O Estadao de S.Paulo

29 de fevereiro de 2008 | 00h00

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