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Fábio Barbosa, do Real, é cobiçado por concorrentes

Quando banqueiros analisam os impactos da compra do ABN Amro Real pelo Santander uma questão-chave chama a atenção: qual será o destino do presidente do Real, Fábio Barbosa, e de sua equipe de diretores. A eles se atribui o sucesso do Real nos últimos anos.No ano passado, o Real ultrapassou o Unibanco se tornou o terceiro maior banco do País. ''''O sucesso é dessa gestão. Agora que o Real está colhendo os frutos de uma gestão agressiva e focada'''', diz João Augusto Sales, da corretora Lopes Filho. ''''O Real cresceu muito porque, ao contrário de outros grandes bancos estrangeiros, como o Bank of America, apostou no Brasil, especialmente a partir da eleição de 2002.''''Com esses resultados, Barbosa virou uma estrela disputada no mercado. Seu nome chegou a ser cogitado para o Banco Central. Segundo fontes de mercado, ele foi sondado por Pedro Moreira Salles, dono do Unibanco, para virar o principal executivo do banco.Agora o executivo está sendo cobiçado novamente pelo Unibanco e pelo Bradesco, segundo fontes de mercado. Ontem, Barbosa reuniu os principais executivos do banco para dizer que é cedo para qualquer definição, que ela dependerá das negociações na Espanha. Já os concorrentes acham que ele pode ter interesse de sair caso perca a liberdade de atuação e haja um conflito de culturas difícil de administrar. Os dois bancos são muito diferentes.Enquanto o Real tem um discurso politicamente correto, o Santander não tem uma imagem pública tão boa. Embora seja o sétimo maior banco do País, está sempre no topo da lista de reclamações de consumidores no Procon.

O Estadao de S.Paulo

09 de outubro de 2007 | 00h00

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