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Fábrica chinesa da Embraer ainda aguarda estudos para ser reativada

Apresentada como uma das principais conquistas da visita da presidente Dilma Rousseff à China em abril, a produção de jatos executivos pela Embraer na cidade de Harbin ainda não está decidida.

CLÁUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE / PEQUIM, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2011 | 03h09

Segundo o presidente da empresa no país asiático, Guan Dongyuan, a manutenção da fábrica brasileira em solo chinês ainda depende de estudos de viabilidade que estão sendo realizados com sua parceira local, a estatal Aviation Industry Corporation of China (Avic).

Criada em 2002, a unidade produzia aviões regionais ERJ-145, de 50 lugares, pelos quais não há mais demanda na China - as últimas unidades foram entregues neste ano. Para evitar o fechamento da fábrica, a Embraer propôs utilizá-la para produção do E-190, o jato de até 120 lugares que é hoje o principal produto da companhia, mas o pedido foi recusado pelos chineses.

Durante os encontros que teve com autoridades chinesas em abril, Dilma defendeu a manutenção da parceria entre Embraer e Avic e a adaptação da planta de Harbin para fabricação dos jatos executivos Legacy 600 e Legacy 650, o que foi aceito.

Apesar do anúncio, Guan disse ontem que decisão ainda depende de estudos adicionais. "Precisamos verificar se o custo de produzir aqui é competitivo em relação ao da produção no Brasil", disse, sem estimar um prazo para a conclusão da análise. Só depois disso é que a joint venture iniciaria o processo para obtenção da licença de produção dos jatos executivos.

No mês de junho, o presidente da companhia, Frederico Curado, afirmou que a fábrica de Harbin teria capacidade de fabricação de 18 a 20 Legacys ao ano, mas que o mercado demandaria algo entre 6 e 12 unidades.

Na mesma época, Curado disse que a Embraer esperava começar a receber encomendas do jato executivo ainda neste ano e entregar o primeiro deles no prazo de 14 a 18 meses.

Vendas. Até agora, a Embraer já vendeu à China 137 aviões, incluindo ERJ-145 produzidos em Harbin, E-190 exportados a partir do Brasil e 4 jatos executivos. Desse total, 95 aviões foram entregues e outros 5 chegam ao país até o fim do ano. Essas encomendas transformaram a empresa na líder do mercado de aviação regional da China, com quase 80% dos jatos em operação.

As estimativas da Embraer indicam que as empresas aéreas chinesas comprarão 975 aviões de 30 a 120 lugares no período de 2011 a 2030. Guan não fez previsão sobre qual fatia dessa demanda a Embraer pretende abocanhar, mas disse esperar que ela seja "a maior possível".

A China deverá comprar 470 jatos executivos (particulares) nos próximos dez anos, em contratos que deverão somar US$ 14 bilhões - atualmente existem 135 aviões desse tipo no país. De novo, a Embraer não fez previsões de vendas. "Nós temos muita confiança no mercado e no nosso produto, mas ainda não sabemos se podemos trazer a manufatura do Legacy para cá."

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