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Fábrica da Honda inicia operação em 2015

Segunda unidade da montadora no Brasil vai produzir o Novo Fit e o utilitário Vezel

Ricardo Brandt, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2013 | 02h13

ITIRAPINA - A nova fábrica da Honda em Itirapina, interior de São Paulo, iniciará operações em 2015 com a produção da terceira geração do Fit e, possivelmente, do utilitário-esportivo (SUV) de pequeno porte Vezel, mostrado na semana passado no salão do automóvel de Tóquio. A unidade permitirá à marca japonesa duplicar sua capacidade produtiva no País para 240 mil automóveis ao ano.

Com meta de elevar sua participação no mercado nacional para 5% em 2015, a Honda lançou ontem a pedra fundamental das obras da sua segunda fábrica nacional. De janeiro a outubro deste ano, a Honda somou participação de 3,8% no mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). 

A unidade também poderá produzir o Vezel e o City. "Produzir outros modelos vai depender da demanda. Tanto a planta de Itirapina quanto a de Sumaré são reversíveis e podem fazer outros veículos, disse o presidente da Honda na América do Sul, Masahiro Takedagawa.

Com investimento de R$ 1 bilhão, a fábrica terá capacidade para 120 mil carros por ano e vai gerar 2 mil empregos diretos. A obra vai gerar outros 2,5 mil postos de trabalho.

"Em 15 anos, com a fábrica de Sumaré, produzimos 1 milhão de veículos no Brasil. Esperamos que nos próximos cinco anos possamos produzir mais 1 milhão", afirmou o presidente mundial da Honda, Takanobu Ito. Ele citou a Copa e as Olimpíadas de 2016 como fatores de expansão no País.

O SUV Vezel - que concorrerá com os modelos EcoSport, da Ford, Tracker, da Chevrolet, e Duster, da Renault - ainda não tem data de lançamento no Brasil. O novo Fit será apresentado em 2014, inicialmente feito em Sumaré, e depois migra para Itirapina.

A Honda produz no Brasil, na fábrica de Sumaré, os modelos Fit, City e Civic. Tem capacidade para 120 mil veículos ano, mas, com trabalho extra, atingirá este ano 140 mil unidades.

Para o diretor executivo da Honda do Brasil, Roberto Akiyama, há um mercado crescente para veículos no País. Mas ele frisou que a empresa conta com a manutenção dos benefícios tributários para o setor.

O governo federal estuda reduzir progressivamente os descontos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) concedidos ao setor a partir de janeiro.

Nacionalização. A Honda pretende atingir 80% de índice de nacionalização dos seus veículos com uso maior de componentes nacionais. "Estamos comprando mais peças no Brasil", disse Ito, que se reuniu com a presidente Dilma Rousseff na segunda-feira. A empresa levará um grupo de fornecedores para Itirapina, mas também será abastecida por fabricantes de peças instalados no entorno da fábrica de Sumaré.

A inauguração de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em 2014, na fábrica de Sumaré, vai empregar 300 engenheiros, que vão ajudar a elevar o índice de nacionalização dos carros da marca, além de desenvolver novas tecnologias para os modelos brasileiros.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricante de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, ressaltou a importância da nacionalização e da elevação da produção no Brasil.

"Não basta ser o quarto maior mercado consumidor do mundo, sendo o sétimo maior produtor. Temos de trazer a produção, não só a montagem. Só assim poderemos dizer que temos uma indústria montadora forte", afirmou.

A escolha da pequena Itirapina, de 15 mil habitantes, como sede da nova fábrica se deu, segundo a Honda, por causa da proximidade a Sumaré (a cerca de 100 km) e pelas facilidades logísticas, com rodovias, ferrovias e aeroportos próximos.

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