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Fábrica de caminhões elétricos FNM faz parceria com empresa de baterias da Califórnia

Empresa americana vai instalar uma unidade em Caxias do Sul (RS) inicialmente para a montagem de baterias, mas no futuro pretende ter produção local

Cleide Silva, SÃO PAULO

29 de outubro de 2020 | 17h56

A brasileira Fábrica Nacional de Mobilidade (FNM) anunciou nesta quinta-feira, 29, na Califórnia (EUA), parceria com a americana Octillion Power Systems para o fornecimento de baterias de ion lítio para os caminhões elétricos que empresa começa a produzir em série no próximo mês.

A Octillion, com sede na Califórnia, vai instalar uma unidade ao lado da linha de produção da FNM, que funciona dentro das instalações da Agrale em Caxias do Sul (RS), também fabricante de caminhões e ônibus convencionais. Segundo a empresa, inicialmente as baterias serão montadas com peças trazidas dos EUA e, no futuro, serão produzidas no local. Valores de investimentos não foram divulgados.

A intenção do grupo é reduzir custos de produção e logística. A Octillion já tinha fornecido os equipamentos para a produção de protótipos para testes e agora se torna fornecedora oficial da FNM. Segundo os responsáveis pelo projeto, inicialmente serão dois modelos de caminhões de pequeno porte (chamados VUC), com capacidade de carga de 14 e de 17 toneladas. No futuro também serão produzidos ônibus e tratores elétricos.

A bateria dos caminhões, batizados de FNM 832 e FNM 833, terá autonomia de até 300 quilômetros. “Acreditamos que esses caminhões vão impulsionar o mercado de elétricos e ajudar o Brasil, principalmente durante a pandemia”, disse, em nota, o presidente da Octillion, Paul Beach. “A FNM e seus veículos serão essenciais para o País e sua economia verde.”

A FNM tem entre seus investidores os empresários José Antonio e Alberto Martins, filhos José Antonio Fernandes Martins, que foi executivo da Marcopolo por 53 anos e é um dos acionistas da fabricante de carrocerias. Também há investidores nacionais e estrangeiros e uma grande empresa que já encomendou 7 mil caminhões, dos quais 4 mil serão utilizados em entregas no Brasil e 3 mil no México. O nome ainda é mantido em sigilo por questões contratuais.

Segundo José Antonio, “os fabricantes de caminhões que operam no Brasil estão presos ao diesel e a FNM pensa de forma diferente, com uma ambição real para veículos elétricos, entregando uma logística conectada, limpa, segura e silenciosa”. Ele afirma ainda que a empresa não vai ter concessionárias e seu modelo de negócios será baseado em contratos de pré-venda. “Teremos uma planilha aberta que informa custos e margens de lucro aos clientes.”

 

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