Michelle McLoughlin/Reuters
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Fabricante de armas Colt pede proteção contra os credores

A companhia norte-americana entrou com um pedido de recuperação judicial para evitar o fechamento da empresa de 179 anos; a finalização do processo pode acontecer entre 60 e 90 dias

O Estado de S. Paulo

15 de junho de 2015 | 19h12

A empresa norte-americana Colt Defense anunciou neste domingo, 14, falência depois de 179 anos de atividade. A empresa, que fabrica armas como a pistola de calibre 45 de mesmo nome e o rifle M16, acumula uma dívida de US$ 500 milhões, o equivalente ao preço dos seus ativos.

Na noite deste domingo, a empresa entrou com um pedido à Corte de Falência de Delaware e recorreu ao Capítulo 11, uma legislação específica de proteção contra falência nos EUA. A finalização do processo pode acontecer entre 60 e 90 dias.

A principal investidora da empresa, a Sciens Capital Management LLC, comprou os ativos da Colt e divulgou em nota que pretende assumir todos os passivos relacionados a acordos existentes com funcionários, clientes, fornecedores e credores comerciais. O atual presidente e CEO da Colt, Dennis Veilleux, vai continuar no cargo durante esse processo de transição.

Keith Maib, chefe do Escritório de Reestruturação da Colt, afirmou que prevê a continuidade nas operações de negócios atuais e futuros da companhia. A Colt não alcançou um acordo com a maioria de seus credores na negociação para reduzir a dívida e obter a liquidez necessária para conseguir cumprir com os pagamentos. Ao recorrer ao tribunal, a empresa busca manter a produção ativa em West Hartford, Connecticut. 

A falência da Colt se deu devido à diminuição nos gastos militares. "Estamos ansiosos para executar com êxito este plano, que fornece um caminho alternativo para uma marca americana icônica", afirmou Maib. (Com informações de agências internacionais)

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