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Fabricante de terminais vê aquisições no País

A americana Diebold, líder na fabricação de terminais bancários de autoatendimento (ATM) no Brasil, está em busca de aquisições no País. Segundo o presidente João Abud Junior, a empresa está interessada em companhias do setor de serviços e produtos bancários avaliadas em cerca de US$ 100 milhões. Há conversas em andamento, mas nenhuma próxima de ser anunciada e, por isso, o executivo não cita nomes.

O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2014 | 02h03

Crescer via aquisições é, de acordo com Abud Junior, a estratégia da Diebold no Brasil. O último ativo adquirido foi a GAS Tecnologia, especializada em soluções de segurança da informação para transações de internet banking, há cerca de dois anos. Na ocasião, a empresa desembolsou US$ 48 milhões. "Temos fôlego para aquisições maiores, de cerca de US$ 100 milhões. Como já somos um player grande no Brasil é mais difícil crescer de maneira orgânica", disse o executivo.

Responsável por cerca de 15% dos resultados anuais da Diebold no mundo, a unidade brasileira é a maior divisão da companhia fora dos EUA. Para este ano, a empresa espera crescer dois dígitos tanto em faturamento quanto em lucro. No primeiro trimestre, as receitas da Diebold no Brasil somaram US$ 130,6 milhões - 65,9% mais que no mesmo período de 2013.

O resultado foi impulsionado pela entrega de computadores à redes de ensino, outro segmento de atuação da Diebold que também fabrica urnas eletrônicas e terminais lotéricos.

No setor de ATMs, que responde pela maior parte da receita da companhia no Brasil, a expectativa é alcançar 13 mil caixas eletrônicos fabricados neste ano. Em média, um caixa eletrônico tem sete anos de vida útil, mas, em alguns casos, chega a dez, 12 anos. No Brasil, a Diebold já fabricou mais de 100 mil caixas eletrônicos.

Dentre os contratos previstos para 2014, que foram fechados no ano passado, a empresa ainda tem entregas a fazer para o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que, juntos, encomendaram 9,8 mil terminais. A Diebold também tinha encomendas da TecBan, que administra a rede 24 horas, e de outros bancos.

Esse mercado também é disputado por outras fabricantes, como NCR, Perto e a Oki/Itautec. / A.L.

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