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Fabricantes de autopeças temem pelo futuro

Eventual quebra da General Motors provocaria uma onda de falências também entre os fornecedores

DOW JONES NEWSWIRES, O Estadao de S.Paulo

12 de dezembro de 2008 | 00h00

Além das preocupações sobre o destino das Três Grandes de Detroit - como são conhecidas as fabricantes de automóveis General Motors, Ford e Chrysler -, que estão enfrentando o pior ambiente de vendas em 25 anos e falta de disponibilidade de crédito, a situação precária da base de fornecedoras de autopeças dos Estados Unidos também causa uma enorme angústia.O setor de autopeça empregou 673 mil trabalhadores no ano passado, de acordo com um estudo do Federal Reserve de Chicago, quase quatro vezes mais do que as montadoras. Outros 1 milhão de trabalhadores, em indústrias como siderurgia e plásticos, dependem indiretamente da cadeia de autopeças. Apenas no terceiro trimestre, as fabricantes de autopeças anunciaram a dispensa de 9 mil trabalhadores. Se as grandes fabricantes de autopeças começarem a falir, a produção das fábricas das saudáveis montadoras estrangeiras nos EUA também pode ser interrompida. O analista de crédito Gregg Lemos Stein, da Standard & Poor?s Ratings Services, disse que há uma grande preocupação "em relação aos efeitos de contágio na cadeia de fornecedores". Ele acrescentou que, no pior cenário, a Ford, que não está buscando uma ajuda imediata do governo, poderá ter de usar sua liquidez para manter a base de fornecedoras intacta.Na quinta-feira, a Fitch Ratings colocou os ratings de sete companhias de autopeças em observação para possível rebaixamento, em meio às preocupações de que a GM pode pedir concordata, aumentando a pressão para que a Ford faça o mesmo. Uma falência da Chrysler não desencadearia a mesma turbulência na indústria que uma concordata da GM ou da Ford provocaria, de acordo com a Fitch, pois a Chrysler é a menor das Três Grandes de Detroit. As fornecedoras já estão lidando com um esperado declínio acentuado na demanda em 2009. No evento de uma falência da GM, diz a Fitch, a contração na produção de automóveis, cadeia de fornecedoras, troca de crédito e acesso ao capital, vai causar uma onda de fechamentos e falências.HONDANo sinal mais recente de desaquecimento nas vendas de veículos nos EUA, a japonesa Honda Motor anunciou que vai diminuir a produção no país em 119 mil unidades até março de 2009. Essa foi a quarta redução consecutiva anunciada pela empresa.Somando-se os cortes anteriores, a Honda já reduziu a produção norte-americana em 175 mil unidades no ano fiscal que se encerra em março de 2009. A companhia agora pretende fabricar 1,293 milhão de veículos no ano fiscal, volume 12% menor do que o previsto originalmente, de 1,468 milhão de unidades.Apesar disso, essa é a quarta maior produção da companhia na América do Norte desde o início das operações na região, há 27 anos, de acordo com o porta-voz da Honda, Ed Miller.

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