Fabricantes de eletrônicos param produção

Falta de componentes para montar TVs, geladeiras, fogões, por exemplo, fez indústria suspender linhas de produção desde a tarde de quinta-feira, diz a Eletros, associação do setor

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 17h16

Os fabricantes de eletroeletrônicos começaram a parar de produção por falta de componentes e  de caminhões para levar os produtos acabados para as lojas. De acordo com a Eletros, associação que reúne a indústria do setor,  até o momento 8 fábricas estão paradas total ou parcialmente. Os produtos mais afetados são os televisores, refrigeradores, fogões, geladeiras e aparelhos de ar condicionado.

“Trabalhamos com estoques mínimos e como a paralisação do transporte já dura  quatro dias, algumas unidades estão com os estoques no fim e outras não possuem mais estoques de componentes”, diz o presidente da Eletros, José Jorge do Nascimento Júnior. Ele explica que, por causa da greve, a indústria deixou de receber os componentes para montar os equipamentos. “20% das 49 unidades fabris já estão com alguma linha de produção parada ou na iminência de parar”, diz ele. Há problemas até com o funcionamento dos restaurantes das fábricas, que não estão recebendo alimentos  para garantir as refeições.

As fábricas começaram a parar a produção na quinta-feira à tarde e dispensaram os funcionários na sexta-feira, na expectativa de que a situação se resolva até segunda-feira. Nas contas da Eletros, uma semana de greve dos transportes vai representar um prejuízo para os fabricantes equivalente a 15 dias de produção do setor.

O presidente da Eletros diz  a greve foi um balde de água fria para a indústria que começava a recuperar as vendas, depois de três anos de crise. O quadro se agrava porque hoje falta menos de um mês para o início da Copa do Mundo, o melhor momento de vendas de televisores. No primeiro trimestre, as vendas  de TVs da indústria para o varejo cresceram 46% em relação ao ano passado em número de unidades. Na linha branca a alta foi de 3% e nos portáteis mais de 20%.

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