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Fabricantes reciclam computadores usados

Indústrias como Dell e IBM criam programas para recolher equipamentos velhos

Andrea Vialli, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2008 | 00h00

Com as vendas de computadores pessoais batendo recordes no Brasil - a expectativa é que sejam vendidos 10 milhões de máquinas até o final do ano, 20% a mais que em 2006 -, aumenta a preocupação com o descarte de máquinas e componentes usados. Muitos consumidores ainda não sabem o que fazer com seu lixo tecnológico, mas empresas do setor e ONGs começam a criar programas de reciclagem dos equipamentos.A fabricante de computadores Dell lançou no ano passado um programa de recolhimento de máquinas. Já estão em operação dois centros de reciclagem, em São Paulo e Porto Alegre. O consumidor que entrar em contato com a companhia por meio do site terá seu computador recolhido, sem custo. ''''A empresa avalia o estado das máquinas, recondiciona o equipamento e depois o envia para ONGs que façam trabalhos relevantes de inclusão digital'''', diz Gleverton Munno, gerente de assuntos corporativos da Dell Brasil.O programa é global, e tem meta de recolher 125 mil toneladas de equipamentos até 2009. A empresa não divulga números da reciclagem no Brasil, mas, segundo Munno, o aumento de pedidos de recolhimento é proporcional ao crescimento das vendas de PCs.A IBM, que hoje fabrica servidores para mercado corporativo - o grupo vendeu a divisão de PCs para a Lenovo -, também recolhe equipamentos dos clientes, que são desmontados e voltam ao mercado como matérias-primas. ''''Foram 18 toneladas de plástico e 186 de metal recuperadas em 2006'''', diz João Luiz Bianchini, coordenador de meio ambiente da IBM Brasil.Ainda não há no País legislação específica para o descarte do lixo tecnológico. Há projetos de lei em nível estadual e uma proposta parada no Congresso. ''''As empresas estão se antecipando porque a regulamentação sobre lixo tecnológico terá de ocorrer inevitavelmente'''', afirma Kami Saidi, diretor de operações do Mercosul da HP Brasil. A empresa recolheu ano passado 2,8 toneladas de pilhas e baterias e está ampliando sua estratégia de reciclagem.O Comitê para Democratização da Informática (CDI), que atua com inclusão digital, também recebe computadores usados de empresas e pessoas físicas. Foram 5 mil máquinas recolhidas em 2006, e a ONG está buscando parceiros para aumentar a eficácia do programa. ''''Temos um projeto de criar fábricas de remoldagem de equipamentos nas principais capitais, onde faríamos esse trabalho de reciclagem em larga escala, ajudando as empresas com o descarte'''', diz Celso Fernandes, coordenador do CDI-Rio.

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