Max Rossi/Reuters
Max Rossi/Reuters

Fábricas da Fiat no Brasil prestam homenagem ao ex-presidente Marchionne

Operações suspenderam atividades por dez minutos em homenagem ao ex-presidente global do grupo

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2018 | 14h30

Todas as operações da Fiat Chrysler no Brasil – as fábricas de Betim (MG), Goiana (PE) e Campo Largo (PR), além da sede administrativa em São Paulo (SP), suspenderam as atividades nesta quarta-feira,25, por dez minutos, das 10h às 10h10, em homenagem ao ex-presidente global do grupo, Sérgio Marchionne, que faleceu nesta manhã, aos 66 anos de idade.

O executivo ítalo-canadense esteve diversas vezes no Brasil, onde o grupo tem sua maior subsidiária. A última visita ao País foi em março, quando  participou da inauguração do terceiro turno de trabalho da fábrica da Jeep em Pernambuco.

Considerado um workaholic, Marchionne  tinha anunciado sua aposentadoria para 2019. Nos últimos meses, preparou um plano de investimentos globais para os próximos cinco anos e revelou a gama de produtos que seriam lançados nesse período.

Para a América do Sul foram destinados R$ 14 bilhões, sendo que o Brasil ficará com cerca de 90% desse montante. O País reponde por 54% das vendas das marcas do grupo na região. A Argentina, onde a Fiat tem uma fábrica, ficará com o restante.

A maior parte do investimento brasileira irá para o lançamento de 25 veículos, entre renovações de linhas, veículos inéditos e alguns importados. A marca Fiat terá 15 novidades e a Jeep, 10.

Segundo fontes da empresa no País, em razão deste plano quinquenal já estar definido, a chegada de novos executivos ao comando mundial do grupo, entre os quais o britânico Mike Manley, que assumiu o posto de Marchionne, “não se espera mudanças imediatas na região”.

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