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Facebook tenta coibir comércio de armas

Pistolas e rifles são negociados no site; polícia e ativistas pressionam a empresa

David Streitfeld, The New York Times/O Estado de S.Paulo

07 de março de 2014 | 02h07

No Facebook, ao que parece, um dos principais assuntos sobre os quais as pessoas querem conversar é a respeito de armas. A rede social é um dos maiores mercados mundiais de armas. Um DoubleStar AR-15 é oferecido por US$ 650. Uma pistola Taurus pode ser comprada por US$ 239,95, uma Bushmaster M4 "novinha em folha" por US$ 1,2 mil. "Temos mais de 550 armas e precisamos de compradores", postou um vendedor da Louisiana.

Pressionado pela polícia e por grupos de defesa dos direitos humanos, o Facebook adotou medidas na quarta-feira para regulamentar as vendas de armas em seu site e em seu aplicativo de compartilhamento de fotos Instagram. Por exemplo, as páginas de publicidade sobre armas à venda não deverão ser vistas por menores.

Os grupos defensores dos controle de armas aplaudiram. Como Michael R. Bloomberg, que elegeu a questão como um dos elementos mais visíveis de sua carreira depois de exercer o cargo de prefeito de Nova York. Mas, segundo a Associação Nacional do Rifle (NRA), as mudanças foram tão insignificantes que Bloomberg "errou feio".

Daniel Gross, presidente de um importante grupo favorável ao controle de armas, a Brady Campaign to Prevent Gun Violence, afirmou que o que foi conseguido é muito pouco.

"Eu até diria que este é um primeiro passo sem importância", disse. "Mas há uma solução. O Facebook deveria proibir as postagens que anunciam a venda ou a transferência sem licença de armas nos EUA."

Alguns sites foram mais longe. "Tomamos a decisão unilateral de proibir todas as armas em 1999 como parte do nosso compromisso de sermos um mercado online responsável", afirmou Ryan Moore, um porta-voz do site de leilões eBay.

O Facebook e o Instagram não são sites de e-commerce, mas, com mais de um bilhão de usuários, eles estimulam inúmeras conversas que estabelecem uma estrutura para negócios offline.

Revisão. Em novembro, Eric T. Schneiderman, o secretário de Justiça de Nova York, enviou a Mark Zuckerberg, diretor executivo e fundador do Facebook, uma carta dizendo que "uma recente revisão do Facebook encontrou vários grupos em que os usuários promoveram a venda de fuzis de assalto, pistolas, rifles e respectivas peças". Ele observou que uma lei de Nova York que exigisse a pesquisa de antecedentes dos usuários poderia ser facilmente driblada.

O Facebook diz que procura ao máximo levar em conta as necessidades de todos os seus membros.

"Nosso objetivo é integrar os interesses das pessoas no compartilhamento de assuntos com os quais se preocupam, cuidando para que a comunidade esteja protegida e seja responsável", disse Matt Steinfeld, um porta-voz do Facebook.

Entre as mudanças específicas que o Facebook está adotando está a eliminação das postagens que procuram driblar a legislação sobre armas.

O site restringirá ainda a possibilidade de menores acessarem páginas que vendem armas e informará vendedores de que as vendas privadas poderão ser regulamentadas ou proibidas nos locais onde moram.

Mas o Facebook só poderá agir quando um membro de sua comunidade o alertar de um problema. No Instagram, o processo será um pouco mais automático. Uma pessoa que procure um hashtag como #armasàvenda receberá uma "advertência quanto ao conteúdo".

TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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