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Facebook terá compartilhamento de música

Usuário poderá colocar o conteúdo que gosta em seu perfil, transformando-o em uma central de entretenimento

BEN SISARIO, THE NEW YORK TIMES, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h09

Para serviços de música digital baseados em um modelo de computação em nuvem, como Spotify e Rhapsody, que oferecem milhões de músicas via streaming, mas que tiveram dificuldade para atrair um grande número de usuários pagantes, o fato de receber solicitações de amizade pelo Facebook pode acabar sendo uma faca de dois gumes.

Esta semana, segundo numerosos executivos de mídia e da área de tecnologia, o Facebook apresentará uma plataforma de mídia que permitirá que as pessoas compartilhem sem grandes problemas suas músicas, programas de TV e filmes favoritos, tornando efetivamente a página básica do perfil uma espécie de centro de entretenimento.

O Facebook, que tem mais de 750 milhões de usuários, não revelou seus planos, mas acredita-se que a companhia anunciará o serviço em sua conferência de desenvolvedores de F8 em San Francisco, na quinta-feira.

Colocando os desenvolvedores diante de milhões de usuários, a nova plataforma do Facebook poderá lançar os serviços de música para novas e enormes audiências. "Se isso funcionar, como se pretende, será finalmente o nirvana da possibilidade de interação entre várias plataformas", disse Ted Cohen, consultor e ex-executivo digital de um importante selo.

Mas o novo plano aumentará a pressão da concorrência para esses serviços recém-criados, obrigando-os a oferecer mais música gratuita como chamariz para novos usuários.

Segundo os executivos de mídia e da área de tecnologia, que não quiseram ser identificados porque se trata de negócios sigilosos, o Facebook fez acordos com uma série de empresas de mídia a fim de desenvolver uma solução para que a página do perfil do usuário mostre todo o tipo de entretenimento que ele consome por meio desses serviços externos.

Os links que aparecem num widget ou aba, ou como parte de um novo feed do usuário, encaminharão um amigo curioso diretamente para o conteúdo.

O Spotify e o Rhapsody, juntamente com seus concorrentes menores Rdio e MOG e a companhia francesa Deezer, estariam entre os cerca de 10 serviços que farão parte do pacote em seu lançamento; o Vevo, um site de vídeo de música, é outro serviço. Um porta-voz do Facebook não quis fazer comentários, e executivos do setor aconselharam cautela porque os detalhes do plano poderão mudar.

Opções. O Spotify é o maior desses serviços, com mais de 10 milhões de usuários, segundo seus relatórios mais recentes. O serviço começou na Europa em 2008 e chegou aos Estados Unidos em julho, depois de prolongadas negociações com os principais selos a respeito de sua estrutura "freemium", um serviço que permite que as pessoas ouçam música gratuitamente, com publicidade, mas que poderá ser pago para quem desejar mais recursos, a uma taxa de US$ 5 ou US$ 10 mensais para uma versão isenta de anúncios.

O Rdio e o MOG, que cobram US$ 5 e US$ 10 por mês de assinatura, anunciaram versões gratuitas na semana passada, na tentativa de concorrer com o Spotify. E o Rhapsody, cujo serviço custa US$ 10 e US$ 15 por mês, acaba de lançar uma série de novos recursos baseados no Facebook.

As companhias não quiseram responder a perguntas sobre a plataforma de mídia do Facebook. E David Hyman, fundador e principal executivo do MOG, afirmou que o desenvolvimento do serviço gratuito de sua companhia é muito anterior ao ingresso do Spotify nos EUA.

Mas acrescentou que está havendo uma mudança para reduzir o "incômodo" que um não assinante experimenta ao acessar um link postado por um usuário pago. Em vez de ouvir a música, o não assinante se depara com uma página que pede para ele se cadastrar com um cartão de crédito - um aborrecimento para muitos possíveis clientes. "No mundo da internet, qualquer 'incômodo' mínimo é uma dor de cabeça para as pessoas", disse.

O MOG oferece aos novos usuários uma quantidade enorme de músicas gratuitas - financiada pela publicidade -, que aumenta com a atividade social do usuário no site. A música gratuita do Rdio virá sem publicidade. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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