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Fábio Gallo
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Fake news afeta o seu bolso?

Estudos internacionais mostram que esse tipo de informação afeta o valor das empresas

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2020 | 05h00

Todos diariamente somos bombardeados por fake news. As condutas de combate a esse mal conhecemos. Primeiro, não devemos alimentar a indústria de mentiras, divulgando notícias sem verificar a veracidade. Para isso, temos à disposição diversos mecanismos, como buscar a notícia na fonte ou usar serviços de verificação de notícias, como o Estadão Verifica, núcleo de checagem de fatos do Estadão

Algumas dessas notícias são tão evidentemente falsas que choca o fato de serem veiculadas. Há pouco um amigo me questionava por que algumas pessoas com grau de instrução elevado se prestavam a disseminar mentiras. A resposta é que somos humanos e sujeitos a vaidades, ao desejo de aparecer, de obter status. Na Teoria dos sentimentos morais, Adam Smith coloca que “sentir que não recebemos atenção decepciona os desejos mais ardentes da natureza humana”.

No entanto, aqui o objetivo não é tecer uma tese sobre o tema, mas verificar como as notícias falsas podem afetar o bolso. Mesmo porque no mercado muitas vezes disseminar desinformação tem o intuito de enganar para gerar ganhos a quem divulga a notícia falsa. 

Internacionalmente, há vários estudos mostrando os impactos das fake news no valor das empresas. Pesquisas do MIT e Yale concluem que as notícias falsas aumentam a atividade de negociação e a volatilidade dos preços em relação às notícias não falsas. Após revelação pública da existência de notícias falsas, ocorre diminuição imediata na reação. No entanto, há casos de notícias falsas disseminadas pelas próprias empresas, buscando subir o preço de suas ações. De maneira geral, os efeitos são temporários e os preços voltam. 

Esse tipo de coisa ocorre em todos os mercados. O Brasil não é exceção. Não é uma situação fácil de ser resolvida, mas a correção ou mitigação do problema passa pelo envolvimento de todos, desde autoridade e meios de comunicação ao consumidor. No Brasil, vemos várias entidades e órgãos, como o STF, agindo para combater as notícias falsas. No mercado de capitais, espera-se maior firmeza da CVM que tem o dever fiscalizar, de verificar o que é divulgado e proteger o investidor. 

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