AP Photo/Susan Walsh
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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Fala de Trump eleva pessimismo sobre acordo com China e Bolsas caem

Perspectiva de fechamento de um acordo comercial entre as duas potências ficou mais distante; Ibovespa até tentou firmar-se em alta e sustentar-se nos 104 mil pontos, mas sucumbiu diante da piora em Wall Street

O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2019 | 13h19

A cautela trazida pela tensão comercial entre a China e os Estados Unidos volta a dominar os negócios pelo mundo, afetados ainda por questões políticas na Europa. A perspectiva de fechamento de um acordo comercial entre as duas potências ficou mais distante, após o presidente americano, Donald Trump, afirmar no fim da manhã desta sexta-feira, 9, que vai avaliar se manterá o agendamento da próxima rodada de negociações, marcada para setembro, em Washington

"A China quer fazer algo no comércio, mas ainda não estou pronto para acertar nada", disse. Mais cedo, já pesavam sobre os ativos relatos de que a Casa Branca poderia adiar uma licença que autoriza empresas americanas a retomarem os negócios com a gigante chinesa de tecnologia Huawei, confirmados posteriormente por Trump.

E, por fim, o mercado também coloca nos preços o risco de rompimento da coalizão que forma o governo italiano, entre a Liga e Movimento 5 Estrelas (M5S). As bolsas norte-americanas e na Europa têm queda forte, contaminando as ações no Brasil. O Ibovespa até tentou firmar-se em alta e sustentar-se nos 104 mil pontos, amparado nos ganhos do preços do petróleo, mas sucumbiu diante da piora em Wall Street

Bolsa 

A piora das bolsas de Nova York no fim da manhã fez o Ibovespa abandonar os 104 mil pontos, retomados na última quinta-feira, 8. O clima de desconfiança entre investidores em relação a algum avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China continua e foi acentuado após o presidente norte-americano afirmar que o país ainda não está pronto para um acordo.

Ações de siderúrgicas e da Vale caem 

No começo da tarde, papéis ligados a commodities, em especial Vale e siderúrgicas, puxavam o índice para baixo, além de recuo do segmento financeiro. A busca por ativos seguros penaliza o dólar ante moedas fortes, mas a divisa dos Estados Unidos avança ante aquelas de economias emergentes.

Dólar e juros 

No Brasil, o dólar chegava ao fim da manhã na casa dos R$ 3,94. No mercado de juros, após três dias seguidos de taxas em baixa, o ceticismo que vem do exterior abre espaço para uma realização de lucros moderada, com os DIs curtos oscilando perto dos ajustes de ontem e as longos, com viés de alta. 

Nova fábrica da Huawei em São Paulo 

A multinacional chinesa Huawei anunciou nesta sexta-feira, 9, que vai abrir uma nova fábrica de celulares e tablets em São Paulo em São Paulo em 2021. O local da nova fábrica, porém, ainda não foi definido. A empresa aguarda o leilão da Anatel para a frequência 5G, prevista para março de 2020,  para começar a obra. 

Lucro de grandes bancos cresce 20% no semestre 

Juntos, Banco do BrasilBradescoItaú Unibanco e Santander entregaram lucro líquido de quase R$ 42 bilhões na primeira metade do ano, cifra 20,4% maior que a registrada um ano antes, de R$ 34,832 bilhões.  

 

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