Fala provoca desconforto no Planalto

BRASÍLIA - Não soaram bem no Palácio do Planalto as declarações dadas pelo ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, ontem no Senado de que diversas obras de sua pasta devem parar em todo o País pela falta de recursos. Aos parlamentares, o ministro disse que "nunca esperava chegar no início de maio sem saber quais recursos teríamos" e que o escândalo das empreiteiras na Lava Jato ajudou a piorar a situação na pasta. Advertido pelo Planalto dos problemas que suas palavras causaram, ao final da audiência, tentou consertar o que disse.

TÂNIA MONTEIRO, O Estado de S.Paulo

30 Abril 2015 | 02h04

Apesar de o vice-presidente Michel Temer ter assumido a articulação política do governo, auxiliado diretamente pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, o recado a Rodrigues foi repassado por tradicionais emissários da presidente Dilma.

O governo, porém, diz estar tranquilo em relação ao comportamento do PR, partido do ministro, nas próximas votações. Ontem, O senador Blairo Maggi, líder do partido no Senado, esteve com Temer, quando discutiram sobre nomeações do segundo e terceiro escalões que beneficiarão o partido. Blairo disse, porém, ter sido uma visita de cortesia e que não há problemas na relação com o governo. "Está tudo bem", disse.

Houve, ainda, uma reunião com as lideranças da Câmara e o partido sinalizou que apoiará a votação das duas medidas provisórias (664 e 665) do ajuste fiscal na próxima semana. "O partido deverá votar pelo ajuste", declarou líder do PR na Câmara, Maurício Quintela (AL), que saiu em defesa do ministro Antônio Carlos Rodrigues. "A fala dele foi tirada do contexto." E lembrou que, ao fim da audiência, o ministro explicou o que queria dizer.

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