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Falar em taxar inativo é desgastante, diz Alencar

O vice-presidente José Alencar reconheceu hoje que falar em taxação de inativos é desgastante politicamente. Apesar disso, garantiu que há momentos em que um homem público tem de enfrentar este tipo de desgaste político-eleitoral para resolver os problemas do País. As afirmações do vice-presidente, feitas na manhã de hoje durante a terceira edição do evento Destaques Cias. Abertas, foi uma resposta às críticas que vêm sendo feitas ao projeto de reforma da Previdência que o governo Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional. Ao defender a proposta do governo, José Alencar citou o exemplo do governo de Minas Gerais. Segundo ele, do total da receita líquida arrecadada, 41% é destinado ao pagamento de inativos. De acordo com ele, isso tem de ser revisto.Sistema tributário O vice-presidente defendeu hoje a reformulação do atual sistema tributário, destacando que é fundamental acabar com o "cipoal burocrático" desse sistema, como por exemplo os impostos em cascata, que acabam onerando as exportações. Na sua visão, uma das saídas para a retomada do crescimento econômico é justamente o aumento das exportações. Ele garantiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está atento a este assunto."Apesar do respeito e apreço que temos pelos governos anteriores, recebemos um quadro muito difícil. Mas acreditamos que temos condições de superar tudo isso com base na potencialidade dos recursos naturais e humanos que temos no Brasil", completou.InflaçãoO vice-presidente informou que um dos primeiros desafios do governo do presidente Lula foi "debelar o recrudescimento inflacionário". Alencar disse que a inflação está sendo domada, mas que ainda há resquícios preocupantes que precisam ser resolvidos. Ele acredita que as reformas que forem encaminhadas ao Congresso Nacional irão contribuir muito para melhorar a situação brasileira. "Temos de partir para o desenvolvimento", defendeu ele. CâmbioJosé Alencar também comentou a questão da queda do dólar. Ele disse que o melhor é deixar o câmbio livre. ?A verdade cambial não prejudica o mercado?, reiterou. Ao explicar o que significa verdade cambial, ele destacou: ?Fazer intervenção direta no mercado é perigoso.?

Agencia Estado,

07 de maio de 2003 | 12h02

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