Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Falências decretadas em SP já crescem 46% neste ano

Até julho, 225 companhias encerraram as atividades por ordem da Justiça

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

27 de agosto de 2009 | 00h00

O número de empresas que tiveram falência decretada no Estado de São Paulo cresceu 46% neste ano, o que ratifica o aumento da inadimplência da pessoa jurídica apontado pelo Relatório de Crédito do Banco Central de julho. Segundo a Junta Comercial do Estado de São Paulo, 225 companhias faliram no Estado entre janeiro e julho deste ano. Em igual período de 2008, foram decretadas 154 falências.Os dados mensais mostram que o número de falências decretadas começou a se acelerar a partir de março, quando 56 falências foram decretadas, ante 19 registros no mesmo mês do ano anterior. No mês passado, por exemplo, foram 37 falências contra 8 em julho de 2008. Quando o juiz decreta a falência de uma companhia, todas as formas de negociação para equacionar os problemas de inadimplência da empresa foram esgotadas.O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas também confirma que o calote continua elevado. Entre janeiro e julho deste ano, a inadimplência das companhias aumentou 29,7% no País na comparação com os mesmos meses de 2008. Até junho, o acréscimo havia sido de 30,3%. De junho para julho, o ritmo de crescimento do indicador praticamente foi mantido: tinha crescido 26,2% em junho na comparação anual e fechou o mês passado com alta de 26,3%.Na análise do assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida, a inadimplência das empresas continua elevada porque a oferta de crédito para as pessoas jurídicas não voltou para os níveis pré-crise. No ano passado, explica, as companhias se endividaram demais achando que o mercado iria crescer. "Com a crise, houve uma ruptura desse cenário", observa.Fabio Silveira, sócio diretor da RC Consultores, ressalta que há uma oferta desigual de crédito. Segundo ele, existe um aumento na disponibilidade de crédito para os consumidores e uma redução na oferta de financiamentos para as empresas. Essa diferença, na sua opinião, reflete a heterogeneidade da recuperação da economia. "Empresas mais voltadas para o mercado consumidor interno têm mais liquidez e as voltadas às exportação têm mais dificuldades de tomar crédito."Com o aumento da inadimplência das companhias, cresce o risco de concentração de empresas que se encontram em dificuldades financeiras, especialmente nos setores mais afetados pela crise, como as exportadores de manufaturados que não conseguiram se recuperar do choque de crédito.ALUGUELO calote no aluguel, que envolve empresas e consumidores, também está em alta. Levantamento do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) mostra que de janeiro a julho os fóruns da capital registraram 13.763 ações locatícias, a maioria por falta de pagamento de aluguel. No mesmo período do ano passado, foram 12.643 ações. Nesse período, aumentou em quase 9% no número de ações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.