Falsificadores tentam dar golpe no Banco da Inglaterra

Quadrilha queria que o banco reembolsasse o valor nominal de milhares de notas fora de circulação

Efe,

23 de outubro de 2007 | 16h43

Uma quadrilha internacional de falsificadores tentou dar um golpe de 28 bilhões de libras (mais de R$ 103 bilhões) no Banco da Inglaterra (autoridade monetária do Reino Unido) com uma "emissão especial" de cédulas antigas de 500 mil libras falsas.  Os falsificadores pretendiam que o banco reembolsasse o valor nominal de milhares de notas, inclusive outras de mil libras, fora de circulação há mais de 60 anos, segundo o jornal inglês The Times.   Os membros da quadrilha disseram aos funcionários do banco que representavam famílias chinesas do período anterior ao comunismo que tinham guardado as notas e agora queriam trocá-las. A fraude, no entanto, não funcionou porque as notas de 500 mil nunca foram emitidas, e a assinatura da caixa do banco que aparecia nas cédulas estava mal falsificada, como foi evidenciada pela Justiça.   O dinheiro que diziam que as falsas famílias possuiriam representa mais de dois terços de todas as libras esterlinas circulantes, segundo disse ao tribunal o fiscal Martin Evans. "Nunca houve notas de 500 mil libras, mas foram emitidas as de mil libras, que foram retiradas de circulação em 1943", disse o fiscal.   Segundo Evans, muito pouca gente teve a sorte de possuir uma cédula desse último valor, já que a maioria das notas foi retirada e restaram apenas 63, em paradeiro desconhecido. Ele explicou que, do ponto de vista estritamente técnico, a palavra falsificação só pode ser aplicada a notas em circulação, mas não às de 500 mil, que nunca existiram.   Quando o grupo solicitou uma reunião com funcionários do Banco da Inglaterra, a polícia montou uma operação para capturar os falsificadores.   A conspiração começou em dezembro de 2005 quando um certo Rossie Cowie enviou ao banco um e-mail afirmando ser um advogado australiano que representava uma família que tinha notas de mil libras. Em mensagens posteriores, disse ao banco que a família chinesa em questão também tinha cédulas de 500 mil. Quando os funcionários responderam que não existiam tais notas, Cowie alegou que se tratava de uma tiragem especial.   Tanto Cowie, de 62 anos, quanto seus cúmplices, Chin Lim, de 50, Kim Teo, 41 anos, Kwok Chan, 55, Ping Mak, de 56, e Chi Chung, de 53, todos de origem chinesa, mas residentes em Londres, negam a acusação de conspiração para estelionato.

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