Empregadores citam alto custo para formalizar funcionários

Comerciantes da cidade de Centro do Guilherme afirmam que não possuem condições para registrar funcionários

Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2015 | 16h00

Na principal rua de Centro do Guilherme, os donos dos pequenos comércios afirmam que não teriam condições de regularizar a situação dos empregados pelo alto custo da formalização.

“Se tivesse de assinar a carteira deles, teria de demitir todo mundo e ficar só eu e minha mulher trabalhando”, diz Francisco Costa Silva, conhecido como Nenzinho, dono de um dos mercados da cidade. Ele diz pagar “em média” um salário mínimo aos funcionários e calcula um custo de R$ 1 mil, em média, para formalizá-los. Para ele, o título de campeão da informalidade do município se deve à situação de pobreza da população. “Num lugar onde falta de tudo, não ter a carteira assinada é um dos menores problemas.”

O município tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,542, um dos piores do Estado – quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano. De acordo com o IBGE, a pobreza atinge 64,62% da população. Se considerada a pobreza subjetiva – quando o entrevistado se considera pobre –, chega a 71,94%. Segundo Nenzinho, os empregados preferem ter a carteira em branco a perder os benefícios sociais.

Simão Rodrigues, dono do restaurante Amigos do Salomão, em homenagem ao filho caçula, também não assina a carteira de nenhum dos seis empregados, entre eles a mulher, o filho, a nora e o irmão. As mesas são servidas por crianças que nem têm idade para trabalhar. Ele vendeu a roça e abriu uma sorveteria e, logo em seguida, um restaurante. A família de Simão recebe R$ 123 do Bolsa Família. “Aqui é uma empresa de família. Não temos condição de assinar não”, justifica.

Na rua de Centro do Guilherme, há muito comércio irregular. Várias barracas vendem todo tipo de produto. De acordo com Cleonice Costa, funcionária de um posto de atendimento do Bradesco no município, a informalidade é um empecilho na hora de pegar um empréstimo no banco. “Os clientes, mesmo quem tem empresa, acham que é um bicho de sete cabeças formalizar os negócios”, constata ela, que tem carteira assinada e foi transferida para Centro do Guilherme há uma ano.

A economia do município depende dos serviços e da agropecuária. O nome é homenagem a José Guilherme de Andrade, que se estabeleceu onde hoje é o município por causa da proximidade com o Rio Maracaçumé, que, segundo o desbravador, tinha peixe em abundância. Ironicamente, hoje a grande preocupação da prefeitura é a perda da receita com o seguro-defeso, uma vez que o governo federal liberou a pesca até mesmo na piracema.

“Se tivesse de assinar a carteira deles, teria de demitir todo mundo.”

Na principal rua de Centro do Guilherme, os donos dos pequenos comércios afirmam que não teriam condições de regularizar a situação dos empregados pelo alto custo da formalização.

“Se tivesse de assinar a carteira deles, teria de demitir todo mundo e ficar só eu e minha mulher trabalhando”, diz Francisco Costa Silva, conhecido como Nenzinho, dono de um dos mercados da cidade. Ele diz pagar “em média” um salário mínimo aos funcionários e calcula um custo de R$ 1 mil, em média, para formalizá-los. Para ele, o título de campeão da informalidade do município se deve à situação de pobreza da população. “Num lugar onde falta de tudo, não ter a carteira assinada é um dos menores problemas.”

O município tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,542, um dos piores do Estado – quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano. De acordo com o IBGE, a pobreza atinge 64,62% da população. Se considerada a pobreza subjetiva – quando o entrevistado se considera pobre –, chega a 71,94%. Segundo Nenzinho, os empregados preferem ter a carteira em branco a perder os benefícios sociais.

Simão Rodrigues, dono do restaurante Amigos do Salomão, em homenagem ao filho caçula, também não assina a carteira de nenhum dos seis empregados, entre eles a mulher, o filho, a nora e o irmão. As mesas são servidas por crianças que nem têm idade para trabalhar. Ele vendeu a roça e abriu uma sorveteria e, logo em seguida, um restaurante. A família de Simão recebe R$ 123 do Bolsa Família. “Aqui é uma empresa de família. Não temos condição de assinar não”, justifica.

Na rua de Centro do Guilherme, há muito comércio irregular. Várias barracas vendem todo tipo de produto. De acordo com Cleonice Costa, funcionária de um posto de atendimento do Bradesco no município, a informalidade é um empecilho na hora de pegar um empréstimo no banco. “Os clientes, mesmo quem tem empresa, acham que é um bicho de sete cabeças formalizar os negócios”, constata ela, que tem carteira assinada e foi transferida para Centro do Guilherme há uma ano.

A economia do município depende dos serviços e da agropecuária. O nome é homenagem a José Guilherme de Andrade, que se estabeleceu onde hoje é o município por causa da proximidade com o Rio Maracaçumé, que, segundo o desbravador, tinha peixe em abundância. Ironicamente, hoje a grande preocupação da prefeitura é a perda da receita com o seguro-defeso, uma vez que o governo federal liberou a pesca até mesmo na piracema.

“Se tivesse de assinar a carteira deles, teria de demitir todo mundo.”

Na principal rua de Centro do Guilherme, os donos dos pequenos comércios afirmam que não teriam condições de regularizar a situação dos empregados pelo alto custo da formalização.

“Se tivesse de assinar a carteira deles, teria de demitir todo mundo e ficar só eu e minha mulher trabalhando”, diz Francisco Costa Silva, conhecido como Nenzinho, dono de um dos mercados da cidade. Ele diz pagar “em média” um salário mínimo aos funcionários e calcula um custo de R$ 1 mil, em média, para formalizá-los. Para ele, o título de campeão da informalidade do município se deve à situação de pobreza da população. “Num lugar onde falta de tudo, não ter a carteira assinada é um dos menores problemas.”

O município tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,542, um dos piores do Estado – quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano. De acordo com o IBGE, a pobreza atinge 64,62% da população. Se considerada a pobreza subjetiva – quando o entrevistado se considera pobre –, chega a 71,94%. Segundo Nenzinho, os empregados preferem ter a carteira em branco a perder os benefícios sociais.

Simão Rodrigues, dono do restaurante Amigos do Salomão, em homenagem ao filho caçula, também não assina a carteira de nenhum dos seis empregados, entre eles a mulher, o filho, a nora e o irmão. As mesas são servidas por crianças que nem têm idade para trabalhar. Ele vendeu a roça e abriu uma sorveteria e, logo em seguida, um restaurante. A família de Simão recebe R$ 123 do Bolsa Família. “Aqui é uma empresa de família. Não temos condição de assinar não”, justifica.

Na rua de Centro do Guilherme, há muito comércio irregular. Várias barracas vendem todo tipo de produto. De acordo com Cleonice Costa, funcionária de um posto de atendimento do Bradesco no município, a informalidade é um empecilho na hora de pegar um empréstimo no banco. “Os clientes, mesmo quem tem empresa, acham que é um bicho de sete cabeças formalizar os negócios”, constata ela, que tem carteira assinada e foi transferida para Centro do Guilherme há uma ano.

A economia do município depende dos serviços e da agropecuária. O nome é homenagem a José Guilherme de Andrade, que se estabeleceu onde hoje é o município por causa da proximidade com o Rio Maracaçumé, que, segundo o desbravador, tinha peixe em abundância. Ironicamente, hoje a grande preocupação da prefeitura é a perda da receita com o seguro-defeso, uma vez que o governo federal liberou a pesca até mesmo na piracema.

“Se tivesse de assinar a carteira deles, teria de demitir todo mundo.”

Na principal rua de Centro do Guilherme, os donos dos pequenos comércios afirmam que não teriam condições de regularizar a situação dos empregados pelo alto custo da formalização.

“Se tivesse de assinar a carteira deles, teria de demitir todo mundo e ficar só eu e minha mulher trabalhando”, diz Francisco Costa Silva, conhecido como Nenzinho, dono de um dos mercados da cidade. Ele diz pagar “em média” um salário mínimo aos funcionários e calcula um custo de R$ 1 mil, em média, para formalizá-los. Para ele, o título de campeão da informalidade do município se deve à situação de pobreza da população. “Num lugar onde falta de tudo, não ter a carteira assinada é um dos menores problemas.”

O município tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,542, um dos piores do Estado – quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano. De acordo com o IBGE, a pobreza atinge 64,62% da população. Se considerada a pobreza subjetiva – quando o entrevistado se considera pobre –, chega a 71,94%. Segundo Nenzinho, os empregados preferem ter a carteira em branco a perder os benefícios sociais.

Simão Rodrigues, dono do restaurante Amigos do Salomão, em homenagem ao filho caçula, também não assina a carteira de nenhum dos seis empregados, entre eles a mulher, o filho, a nora e o irmão. As mesas são servidas por crianças que nem têm idade para trabalhar. Ele vendeu a roça e abriu uma sorveteria e, logo em seguida, um restaurante. A família de Simão recebe R$ 123 do Bolsa Família. “Aqui é uma empresa de família. Não temos condição de assinar não”, justifica.

Na rua de Centro do Guilherme, há muito comércio irregular. Várias barracas vendem todo tipo de produto. De acordo com Cleonice Costa, funcionária de um posto de atendimento do Bradesco no município, a informalidade é um empecilho na hora de pegar um empréstimo no banco. “Os clientes, mesmo quem tem empresa, acham que é um bicho de sete cabeças formalizar os negócios”, constata ela, que tem carteira assinada e foi transferida para Centro do Guilherme há uma ano.

A economia do município depende dos serviços e da agropecuária. O nome é homenagem a José Guilherme de Andrade, que se estabeleceu onde hoje é o município por causa da proximidade com o Rio Maracaçumé, que, segundo o desbravador, tinha peixe em abundância. Ironicamente, hoje a grande preocupação da prefeitura é a perda da receita com o seguro-defeso, uma vez que o governo federal liberou a pesca até mesmo na piracema.

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