Falta de dados à CVM prejudica minoritários

O descaso das empresas na entrega de documentação à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é um desrespeito aos acionistas minoritários. Isso porque, entre as atribuições da autarquia, está a garantia do acesso do público a informações sobre as empresas que participam do mercado de capitais. Se uma companhia não fornece esses dados à CVM, ela não pode repassar as informações ao investidor. No caso, o maior prejudicado com essa situação.Um exemplo desse descaso é o lançamento de ações da Companhia Vale do Rio Doce na Bolsa de Nova Iorque. A empresa entregou a documentação em inglês à CVM. Com isso, a autarquia suspendeu as operações. O mesmo problema ocorreu com a Gerdau, no lançamento de seus papéis na NYSE, que não traduziu para o português as informações distribuídas para a Securities and Exchange Comission (SEC) - órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos. As empresas estrangeiras também não fornecem informações em português. Um dos motivos do atraso na aprovação do lançamento de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) da Telefónica de Espanha foi a entrega de documentos em espanhol. A autarquia teve de traduzir ou exigir textos em português para analisar.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.