Falta de equipamento deve atrasar extração de petróleo

O aquecimento mundial do setor de petróleo e a dificuldade para conseguir equipamentos para a perfuração e desenvolvimento de áreas exploratórias são vistos pelo setor como os principais empecilhos para acelerar o cronograma de entrada em produção das áreas na camada pré-sal. Em apenas quatro anos, o aluguel diário de uma sonda de perfuração quadruplicou, passando de US$ 100 mil para US$ 400 mil.O pré-sal é uma camada de reservatórios que se encontram no subsolo do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina, ao longo de 800 quilômetros, em lâmina d?água que varia entre 1,5 mil e 3 mil metros de profundidade e soterramento (área do subsolo marinho que terá de ser perfurada) entre 3 mil e 4 mil metros.A primeira produção no pré-sal deve se dar a partir de um Teste de Longa Duração (TLD) para o qual a Petrobras afretou no início de abril um navio-plataforma que vai produzir 30 mil barris de petróleo por dia. Já para confirmar as estimativas de reservas nas demais áreas, faltam sondas de perfuração no mercado internacional. Segundo um cálculo do banco Credit Suisse, o desenvolvimento das áreas na camada pré-sal na Bacia de Santos deve demandar a perfuração de uma média de 750 poços. Para esse cálculo, o banco tomou como base campos de águas ultraprofundas no Mar Cáspio e no Golfo do México. Por esse cálculo, só em Tupi seriam 266 poços, no mínimo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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