Falta de financiamento reduziu gastos com imóveis

Os gastos da família brasileira estão sendo cada vez menos dirigidos à aquisição de imóveis. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) - 2002-2003, divulgada hoje pelo IBGE, existem três grandes grupos de classificação de despesas: as despesas correntes, o aumento do ativo e a diminuição de passivos. A parcela de aumento de ativos da família brasileira - que representam aquisição de imóvel, reforma de imóvel e outros investimentos - passou de 16,50% no Estudo Nacional de Despesa Familiar (ENDEF) de 1974-1975, para 4,76% da despesa média mensal familiar, segundo a POF 2002-2003. A menor oferta de financiamentos para imóveis pode ter contribuído para este resultado.A mesma pesquisa mostra que a parcela de diminuição de passivo, que representa pagamentos de empréstimos, carnês, e prestações de imóvel, passou de 3,64% da despesa média mensal familiar, na ENDEF de 1974-1975, para 1,98% na POF 2002-2003.A redução dos gastos da família com aquisição de imóveis é visível tanto no setor rural como no urbano. No caso da família rural, a parcela de aumento de ativos agora representa 4,56% da despesa média mensal na POF 2002-2003, ante os 11,29% registrados na Endef 1974-1975. A diminuição de passivos representava 1,18% da despesa média mensal familiar, na Endef de 1974-1975, passando para 1,32% na pesquisa de 2002-2003. Já a família urbana reserva agora 4,77% da despesa mensal para aumento de ativos, na POF 2002-2003, ante os 16,22% observados na Endef 1974-1975. A parcela de diminuição de passivo ficava em 2,92% da despesa média mensal da família urbana, registrada na pesquisa de 1974-1975, passando para 2,03% na POF divulgada hoje.O IBGE lembra que 75% da população brasileira é urbana - o que explicaria a similaridade entre o resultado total da família brasileira, de aumento de ativos, e o resultado da família urbana neste segmento.

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