Falta de qualificação obriga fazendeiros a ''importar'' mão de obra

Além da falta de infraestrutura, outro problema relatado pelos fazendeiros do sul do Piauí é a falta de mão de obra qualificada. Como as máquinas usadas na lavoura são equipadas com alta tecnologia, GPS, painéis eletrônicos e computador de bordo, os profissionais precisam ter algum conhecimento.

, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2011 | 00h00

"Temos tido muita dificuldade para preencher as vagas, mesmo pagando 30% mais que a média do mercado", afirma Gregory Sanders, da Fazenda Progresso. Ele afirma que a falta de experiência dos operadores compromete a capacidade da máquina. "Um equipamento que poderia produzir 2x, acaba produzindo apenas 1x."

Uma das soluções tem sido "importar" profissionais de outras regiões. No Condomínio 2000, de Altair Fianco, há profissionais do Rio Grande do Sul, que têm alto conhecimento sobre o plantio de soja, com o é o caso de Clodovil Zimmerman, de 54 anos.

Antes de chegar ao Piauí, ele passou pelas fazendas de Mato Grosso do Sul e Goiás. Trabalha há quase 40 anos no agronegócio e é um exímio operador de uma máquina chamada uniport. Com o auxílio do GPS, ele percorre toda a lavoura, pulverizando as mudas de soja. A regra é ir e voltar com a máquina sem passar com as rodas em cima da plantação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.