Faltam vagas de estacionamento nos aeroportos de São Paulo

Infraero anuncia reajuste de até 60% em janeiro para quem for estacionar no Aeroporto de Cumbica

Fabiano Nunes, do Jornal da Tarde,

29 de dezembro de 2011 | 22h55

SÃO PAULO - Quem for utilizar os estacionamentos dos aeroportos de São Paulo neste fim de ano precisa ter uma boa dose de paciência. Os 80 mil passageiros que circulam por dia no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, Grande São Paulo, têm 3.780 vagas para estacionar. Já as 46 mil pessoas que embarcam e desembarcam em Congonhas, na zona sul da capital, precisam lutar por uma das 3.369 vagas.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que, até o final de janeiro, o Aeroporto de Cumbica terá mais 1.468 vagas e também que haverá reajuste de até 60% nas tarifas. Já para Congonhas não há planos de expansão. Segundo especialistas, para atender a demanda atual seria preciso oferecer mais 4.500 vagas em Cumbica e outras mil em Congonhas. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, só em dezembro o movimento dos aeroportos será 14% maior que o do mesmo mês de 2010.

Em Guarulhos é comum encontrar carros em cima dos canteiros e nos corredores de acesso do estacionamento. O motorista Juan Guilera, de 36 anos, que vai ao terminal pelo menos duas vezes ao dia para buscar passageiros, disse que costuma esperar 30 minutos para encontrar uma vaga. "Sem contar que muitas vezes fica difícil circular no estacionamento porque os motoristas param os carros nos corredores e em cima das ilhas", comentou. Nos finais de semana forma-se uma fila de carros ao lado da Rodovia Hélio Smidt, próximo ao estacionamento, à espera dos passageiros que vão desembarcar.

A falta de vagas não é a única reclamação. A comunicação visual, como as placas que indicam a localização dos corredores, estão apagadas. "Seria bom também que o estacionamento fosse coberto. Em dias de chuva é complicado circular por aqui", reclamou o economista Carlos Rondon, de 47 anos.

Em Congonhas o comum é encontrar as portas fechadas quando o estacionamento fica lotado. "Semana passada vim trazer minha filha para embarcar e não consegui entrar. O serviço que eles oferecem é ótimo, mas o número de vagas não atende a demanda", disse a professora Danielle Couto, de 40 anos. Segundo ela, a opção é usar os estacionamentos nas imediações da Avenida Washington Luís. "Mas fica difícil atravessar a passarela com as bagagens", comentou . O preço também foi criticado. "Cobrar R$ 63 pela diária é um abuso. Eles deveriam ter uma infraestrutura exemplar para cobrar isso", disse o analista de sistemas Cláudio Becker, de 35 anos. Os estacionamentos que ficam na Washington Luís cobram em média R$ 30 pela diária.

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