Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Faltou trabalho para 24,3 milhões de pessoas no 4º trimestre de 2016

A taxa de desemprego atingiu patamar recorde em 15 unidades da federação; 4,469 milhões de pessoas buscavam trabalho há pelo menos um ano

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2017 | 09h47

RIO - A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 22,2% no quarto trimestre de 2016, resultado superior ao do terceiro trimestre (21,2%) e ao do quarto trimestre de 2015 (17,3%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado equivale a dizer que faltava trabalho para 24,3 milhões de pessoas no País no quarto trimestre, um aumento de 6,0% em relação ao terceiro trimestre, com 1,4 milhão de pessoas a mais nessa situação. Em relação ao quarto trimestre de 2015, eram 18,5 milhões nessa condição, o equivalente a um salto de 31,4% ou 5,8 milhões de pessoas a mais nessa situação.

O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego mas estariam disponíveis para trabalhar. Em 2016, a taxa média de subutilização da força de trabalho ficou em 20,9%.

A taxa de desocupação no Estado de São Paulo ficou em 12,4% no quarto trimestre do ano passado. Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego em São Paulo estava em 10,1%. No terceiro trimestre de 2016, o resultado foi de 12,8%. A região Nordeste teve o maior resultado no quarto trimestre, 33,0%, enquanto a menor taxa ocorreu no Sul, 13,4%. Entre os estados, a Bahia atingiu o patamar mais alto da subutilização da força de trabalho (36,2%), sendo o menor em Santa Catarina (9,4%).

Recorde. A taxa de desemprego atingiu patamar recorde em 15 unidades da federação no quarto trimestre de 2016.

"O último trimestre do ano deveria ser de recuo na taxa de desocupação. O mercado de trabalho está mais favorável? Não. Se estivesse, não teria recorde em 15 unidades da federação", ressaltou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Amazonas, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal tiveram as taxas mais elevadas da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de 2012.

Em São Paulo, o recorde tinha sido alcançado no terceiro trimestre de 2016, com taxa de desemprego de 12,8%, mas arrefeceu para 12,4% ao fim do ano passado.

Se consideradas as pessoas desempregadas, subocupadas ou inativas com potencial para trabalhar, faltou trabalho para 4,591 milhões de pessoas no Estado de São Paulo, na média de 2016, ante um contingente de 3,390 milhões de indivíduos nessa situação em 2015. 

Procura demorada.  Em meio à recessão econômica e deterioração no mercado de trabalho, aumentou o tempo de procura por uma vaga. Entre 11,760 milhões de desempregados no País em 2016, 4,469 milhões estavam na busca por trabalho havia pelo menos um ano.

O contingente de desempregados que buscavam trabalho há dois anos ou mais era de 2,305 milhões de pessoas, um salto de 52,9% em relação a essa mesma população em 2015. Outras 2,164 milhões de pessoas buscavam emprego havia pelo menos um ano, mas menos de dois anos, um crescimento de 46,6% nesse contingente em relação ao ano anterior.

Ainda entre os desempregados, 1,205 milhão buscava uma vaga havia menos de um mês, enquanto outros 6,086 milhões estavam na fila por um emprego havia pelo menos um mês, mas menos de um ano.

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