Família argentina precisa de US$ 274,73 para não ser pobre

O argentino precisa de mais dinheiro que o brasileiro para não cair na linha da pobreza. É isso o que aponta cálculo realizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), mostrando que, na Argentina, uma "família tipo" - composta por pai, mãe e dois filhos - necessita receber por mês a quantia de pelo menos 848,92 pesos, aproximadamente US$ 274,73 (3,09 pesos por cada dólar), para não ser pobre. Esse é o valor da cesta básica argentina que reúne os alimentos, roupas e serviços necessários. No Brasil, até o dia 24 de fevereiro último, essa cifra era de R$ 209,52 (em torno de US$ 99,77).A cesta básica total (CBT) da Argentina aumentou 0,63% em fevereiro passado, puxada pela alta de 1,10% nos preços dos produtos que compõe a cesta básica alimentária(CBA). Este indicador, que mede o índice de indigência no país, custa, atualmente, 393,02 pesos (US$127,19). De acordo com estimativas do economista Abel Viglione, da Fundação de Investigações Econômicas Latino-americanas (Fiel), por cada ponto de aumento da inflação, cerca de 150 mil pessoas caem na pobreza. Os que já são pobres caem na indigência.AcordosFoi por conta disso que o governo argentino decidiu firmar acordos setoriais para controlar os preços pelo período de um ano. Os pobres representam 38,5% da população argentina, estimada em pouco mais 36,2 milhões de habitantes, enquanto que os indigentes, 9,5%. No primeiro bimestre de 2006, a cesta básica subiu 2,1% comparado com igual período de 2005, enquanto que a inflação acumulada foi de 1,7%.

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