Família de Cid Ferreira fica sem posse de imóvel no Morumbi

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anunciou nesta segunda-feira que a família do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira fracassou na tentativa de manter a posse da mansão localizada no bairro nobre do Morumbi, em São Paulo. O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Peçanha Martins, rejeitou um pedido da mulher do ex-dono do falido Banco Santos, Márcia de Maria Costa Cid Ferreira. A intenção das autoridades é transformar o imóvel em um museu.A mulher do ex-banqueiro alegou que foi descumprida decisão de janeiro de 2006 do então presidente do STJ, Edson Vidigal, que assegurava à família o direito de permanecer no imóvel. Segundo ela, a decisão de Vidigal impedia o seqüestro do imóvel pelo Estado com o objetivo de compensar suposto rombo de R$ 2,3 bilhões decorrente da quebra do banco.Em seu despacho, Peçanha Martins observou que a situação de Márcia se modificou desde a decisão de Edson Vidigal. Na época, ela não era ré no processo. Mas em maio de 2006 foi denunciada e posteriormente condenada. "Se no fundamento do pedido na cautelar aqui intentada a requerente afirmava não ser ré no processo no qual foi determinado seu despejo, tal argumento perdeu o sentido, já que ela foi incluída no pólo passivo da ação, sob todas as garantias do contraditório, tendo sido, inclusive, condenada por meio de sentença de que ora se trata", afirmou o vice presidente do STJ. Ele também ressaltou que Márcia não demonstrou ter protocolado um recurso no processo que discutia a posse do imóvel.A assessoria de imprensa de Edemar Cid Ferreira, no entanto, divulgou uma nota na qual afirma que "nem o banqueiro nem sua família estão obrigados a deixar a casa". "Só o juiz da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo poderá decidir o destino dos bens do banqueiro", sustentam os advogados da família. Segundo a assessoria, uma decisão anterior do STJ determinou que somente o juiz da 2ª. Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo poderá decidir o destino dos bens do ex-banqueiro. No entanto, a assessoria de comunicação do STJ reafirmou que a mulher de Edemar fracassou na tentativa de manter a posse do imóvel.Edemar Cid Ferreira e o filho Rodrigo Cid Ferreira foram presos em dezembro depois de serem condenados, respectivamente, a 21 e 16 anos de prisão por supostos crimes financeiros ocorridos na gestão do Banco Santos. No final de dezembro, eles foram libertados por uma decisão do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

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