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Família Safra deve deixar controle do Ponto Frio

Depois de uma década tentando vender a empresa, Lily Safra e o filho, Carlos Monteverde, devem finalmente sair do Ponto Frio. E o caminho para isso será a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo fontes próximas à companhia, a idéia é vender o máximo de ações pelo melhor preço possível. Com isso, a rede fundada no Rio de Janeiro há mais de 60 anos por Alfredo Monteverde, tem grandes chances de se tornar uma empresa sem controlador, de capital pulverizado.O modelo são as Lojas Renner: em 2005, diante da falta de compradores estratégicos interessados, o grupo americano J.C. Penney vendeu 100% do capital da varejista na Bolsa, numa operação inédita no País. O banco que estava por trás da venda, o Credit Suisse, é o mesmo que agora coordena a venda de ações do Ponto Frio. "Os controladores gostariam de fazer a venda mais ampla possível das ações. É possível repetir a história da Renner", diz o vice-presidente do conselho de administração do Ponto Frio, Francisco Gros. "É difícil prever o que vai acontecer com o mercado, mas trabalhamos com a idéia de vender as ações ainda no final do primeiro trimestre." Se o preço não sair como esperado, a família Safra tem um "plano B": vender apenas parte das ações, ficar no controle e esperar nova oportunidade de venda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

11 de fevereiro de 2008 | 09h38

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