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Família Szajman entra em novo negócio e lança o ''vale balada''

Empresas poderão conceder créditos para empregados irem ao cinema, teatro ou casa noturna

Marianna Aragão, O Estadao de S.Paulo

21 de agosto de 2008 | 00h00

Um ano depois de vender sua empresa de tíquetes-alimentação para a francesa Sodexho, em um negócio de R$ 1 bilhão, o grupo brasileiro VR dá sinais de que não pretende abandonar o mercado de vale-benefícios. A companhia anunciou ontem a criação de uma unidade de negócios nesse segmento. A nova aposta dos Szajman - clã formado pelo empresário Abram Szajman, que fundou a VR há mais de 30 anos, e seus filhos Cláudio e André - é fornecer cartões com "créditos culturais" para empresas.A proposta é ousada: o funcionário ou consumidor vai para o teatro, balada ou cinema e paga (via celular, cartão ou internet) com os créditos fornecidos por uma empresa. Também pode gastar esses créditos na compra de livros, CDs, DVDs e música online. Mas, não necessariamente, a companhia pagará toda a conta da diversão. Isso porque o serviço tem dois públicos-alvo, segundo a empresa. Um deles - o mais óbvio - são os departamentos de recursos humanos das empresas, que poderão oferecer o produto a seus empregados. Assim como ocorre com a concessão de outros benefícios, o vale ingresso pode dar direito a incentivos fiscais, com abatimento de impostos para as companhias.Mas o novo produto também quer atingir empresas que investem em programas de promoção e fidelização e relacionamento com consumidores. Neste caso, uma companhia de telefonia, por exemplo, poderia distribuir um valor no cartão cultural para o cliente, como ferramenta de marketing."Esses benefícios ?modernos? já são adotados hoje pelas maiores empresas. Mas faltava um instrumento, um processo estruturado para oferecê-los", diz o presidente do grupo VR, Cláudio Szajman. Além disso, ele acredita que há um potencial de mercado para o segundo público. "As corporações bucam cada vez mais formas sofisticadas de atender seu consumidor."No Brasil, um benefício semelhante para a área cultural - oferecido por meio de cheque em papel e concedido de forma esporádica pelas empresas - foi lançado no ano passado pela Sodexho, meses antes da aquisição da área de benefícios-alimentação da VR. Atualmente, segundo a Sodexho, o Cultura Pass conta com 3.000 estabelecimentos culturais credenciados e 100 mil usuários no País.MAIS SETORES A VR tem planos de replicar o modelo do vale cultural para outros setores. Para oferecer os serviços, vai aproveitar a estrutura da SmartNet, empresa de tecnologia do grupo que ficou de fora da transação com a Sodexho. "A venda envolveu apenas a área de distribuição de benefícios - um pacote de contratos com mais de 20 mil empresas", explica Cláudio. A SmartNet foi criada em 1998 para capturar e processar os benefícios administrados pelo VR. Além dessa companhia, a holding da família controla a gravadora Trama, o Banco VR, uma incorporadora imobiliária e um fundo de investimentos.LEGISLAÇÃONão há obrigação legal, por parte das empresas, de oferecer benefício cultural a funcionários - diferente do que ocorre com os vales-alimentação e refeição. Esse mercado cresceu na década de 80 estimulado pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), do governo federal. Mas, segundo o presidente do grupo VR, outras leis em vigor no País podem estimular a utilização do serviço. A Lei Rouanet, diz Cláudio, permite que empresas recebam incentivos fiscais na compra de ingressos, desde que para distribuição ao público ou a empregados. VALE-DIVERSÃOO que é: créditos que permitem entradas em cinema, teatro, casas noturnas, exposições e shows, além de compra de bens culturais como música online e livrosPúblico-alvo: departamentos de recursos humanos de empresas e companhias interessadas em programas de relacionamento e fidelização de cconsumidoresFormato: crédito poderá ser utilizado em compras pagas via cartão magnético, internet ou telefone celularRede: Empresa fornecedora do serviço irá formar rede de estabelecimentos culturais credenciadosMercado: a francesa Sodexho lançou no ano passado um benefício semelhante, porém em formato de cheque de papel e não eletrônicoObrigatoriedade: não há obrigação legal, por parte das empresas, de oferecer qualquer benefício cultural a seus funcionários - diferente do que ocorre nos mercados de vales-alimentação e refeição. Incentivo: por meio da lei cultural em vigor, empresas podem receber incentivos fiscais ao distribuir ingressos para funcionários e público em geral

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