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Famílias com escolaridade menor ganham menos no Brasil

Pessoas com onze ou mais anos de estudo ganham quase 5 vezes mais que aquelas com um ano de instrução

29 de agosto de 2007 | 12h30

A educação se mostra como um grande divisor de águas entre as famílias mais pobres e as mais ricas do País, segundo mostra pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Veja também:Ricos gastam dez vezes mais que pobres no BrasilVeja a íntegra da pesquisa  De acordo com perfil da renda e despesas da população brasileira traçado pelo IBGE, as famílias chefiadas por pessoas com onze ou mais anos de estudo apresentam renda mais elevada (R$ 3.796,00), enquanto com menos de um ano de instrução recebiam cinco vezes menos (R$ 752,00). Além disso, em mais da metade (59%) das famílias que possuíam rendimentos médios de até R$ 400,00, a pessoa de referência tinha até três anos de estudo. Discrepâncias O estudo comprova que continua havendo um discrepância entre o rendimentos dos brancos, negros e pardos, e entre homens e mulheres. As famílias em que a pessoa de referência se declarou branca tinham rendimento médio mensal de R$ 2.282,71, enquanto as com responsáveis autodeclarados negros a renda caía para R$ 1.263,59, e ainda mais para os pardos (R$ 1.241,80). Entre os gêneros, as famílias chefiadas por homens apresentavam rendimento mensal 21% maior do que aquelas com mulheres na condição de responsáveis. O IBGE revelou ainda que no País, os empregadores e funcionários públicos representam as classes com maior rendimento, com salários médios de R$ 4.291,00 e R$ 3.005,00, respectivamente. Na outra ponta, estão os trabalhadores domésticos (R$ 832,00) e trabalhadores para próprio consumo e uso (R$ 673,00).  ReligiãoAo considerar a religião das famílias, a pesquisa mostra que o maior rendimento médio mensal familiar entre os espíritas (R$ 3.796,00), enquanto nas pertencentes à evangélica pentecostal era o menor (R$ 1.271,00). Entre católicos apostólicos romanos, o rendimento correspondia a R$ 1.790,56.  Os gastos com doações e outras contribuições à igreja são mais altos entre os evangélicos, variando entre R$ 22,79 e R$ 59,16 mensais.

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