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Famílias de baixa renda voltam a consumir

O número de famílias das classes D e E no mercado de consumo cresceu 5% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Nestas classes ocorreu a maior inclusão, pois a média é de um acréscimo de 3%. Os dados são do instituto LatinPanel, que pesquisa mensalmente o consumo de 64 categorias de produtos em residências do País, um amostra representa 81% população domiciliar. A pesquisa, intitulado Painel de Consumidores, envolve alimentos, bebidas, higiene e limpeza.A quantidade média de itens comprados pelas famílias cresceu apenas 1% no período. Apenas nas classes A e B ficaram acima da média, com um aumento de 3%. Entretanto, as famílias gastaram mais - em média 6% - para comprar praticamente as mesmas coisas, refletindo a alta nos preços. O aumento de gastos, no entanto, foi inferior à inflação acumulada no primeiro semestre, de 13,2%, pelo INPC, calculado pelo IBGE.Das 64 categorias pesquisadas, higiene e beleza tiveram o melhor desempenho. O número de famílias compradoras desses produtos cresceu 6%. Os produtos de limpeza também tiveram um bom desempenho, com aumento de 7%. Segundo a gerente de conta do LatinPanel, Fátima Merlin, os itens de higiene e beleza são beneficiados como compensação para as demais privações. "Foi o segmento que menos perdeu também no auge da crise", disse. Os itens que mais mais venderam foram os cremes e loções, xampus, pós-xampus, amaciantes, detergente líquido e água sanitária.

Agencia Estado,

01 de setembro de 2004 | 19h20

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