Famílias do Engenho Sirigi (PE) não terão que deixar terras

As famílias que ocupam a área da Usina Aliança, em Pernambuco, ficaram mais tranqüilas nesta sexta-feira, após audiência pública realizada no Engenho Sirigi, no município de Aliança. De acordo com o Ouvidor Agrário, Gercino de Oliveira, a justiça da cidade suspendeu a decisão de reintegração de posse aos proprietários do imóvel e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) vai agilizar o processo de incorporação ao Plano Nacional da Reforma Agrária. A Usina Aliança está fechada desde 1997. Após a falência, 45 famílias de trabalhadores rurais ? antigos funcionários ? ocuparam os 22 engenhos que pertenciam à Usina. Em 1999, técnicos do Incra concluíram pela improdutividade dos engenhos, que somam cerca de 7.200 hectares. No mesmo ano, os proprietários da Usina obtiveram uma ação cautelar. Em 2002, após inspeções e perícias, a Justiça Federal expediu sentença decretando improcedentes a ação cautelar e uma ação ordinária impetradas pelos proprietários da Usina (Grupo Pessoa de Melo). Em 25 de maio de 2004, um Decreto Presidencial desapropriou seis dos 22 engenhos da Usina Aliança, entre eles o Sirigi. No dia 6 de setembro deste ano, a juíza da Comarca de Aliança, Luciana Maranhão, expediu mandato de reintegração de posse do Engenho Sirigi, em favor dos novos proprietários do imóvel (Usina Cruangí). A decisão foi suspensa.Gercino de Oliveira informou ainda que será criada uma comissão para agilizar o processo de desapropriação e também combater a violência no campo em Pernambuco. A comissão será composta por representantes de vários órgãos das esferas federal, estadual e da sociedade civil organizada. Será coordenada pela Superintendência Regional do Incra.

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