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Famílias norte-americanas planejam bem suas finanças, diz Fed

A maioria das famílias norte-americanas faz um bom planejamento com suas finanças, mesmo as de baixa renda - que geralmente têm menos precaução financeira para lidar com problemas inesperados -, disse nesta terça-feira o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke. Bernanke fez suas observações enquanto a população lida com aumento no custo de empréstimos e grandes preços de energia. "Famílias norte-americanas geralmente estão lidando bem com suas finanças pessoais", disse. "Na média, a carga de débitos aparenta estar em níveis lidáveis e a porcentagem de aumento dos empréstimos ao consumidor e o pedido de hipotecas de casas estão baixas", notou. As afirmações de Bernanke vieram durante uma conferência com oficiais, administradores educacionais e representantes municipais. O encontro explorou uma grande gama de assuntos - de cuidados de saúde a direitos de voto. Dificuldades Enquanto a maioria das famílias lida bem com suas obrigações financeiras, famílias com rendimento menor podem enfrentar algumas dificuldades, Bernanke apontou. "Essas famílias geralmente têm menos chance de absorver gastos imprevistos ou para lidar com circunstâncias adversas, como a perda do emprego ou um sério problema de doença", disse. Famílias de baixa renda são significantemente menos propensas a terem um controle ou contas de economias. Quase 25% delas são "sem banco" comparada com menos de 10% das famílias com rendimento maior. Famílias de baixa renda também são menos aptas a lidar com seus débitos, explicou. Bernanke disse que educação financeira, programas de encorajamento à economias e investimento, desenvolvimento de iniciativas de comunidades econômicas e outras coisas podem ajudar no bem-estar financeiro da população. Juros Em suas observações, Bernanke não discursou sobre o estados da economia norte-americana ou o futuro dos juros. Entretanto, em um discurso na última semana que afundou bolsas em volta do mundo, Bernanke disse que o aumento da inflação não era bem vindo e sinalizou que os juros provavelmente subirão de novo na próxima reunião do Fed, entre 28 e 29 de junho.Por dois anos, o Fed aumentou os juros 16 vezes. O juro básico chegou a 5% e os juros bancários, 8%. Ambas estão nos patamares mais altos dos últimos cinco anos.

Agencia Estado,

13 de junho de 2006 | 15h24

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