Kevin lamarque/Reuters
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Fannie Mae e Freddie Mac: melhores do que nunca

As gigantes do seguro hipotecário americano estão lucrando mais do que antes da crise

ECONOMIST.COM, O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2015 | 08h59

LONDRES/NOVA YORK - Fannie Mae e Freddie Mac poderiam ser os nomes de um casal de moradores dos subúrbios americanos, mas são na verdade duas das empresas de capital aberto mais incomuns dos Estados Unidos. Com o governo como fiador de suas garantias, a Fannie e sua irmã, Freddie, compram hipotecas de credores e as transformam em novos pacotes para venda.

A julgar pelas manchetes, pode parecer que Fannie e Freddie estão novamente em apuros financeiros. No dia 19 de fevereiro, a Freddie Mac declarou um agudo declínio na renda líquida do ano passado, que caiu de US$ 48,7 bilhões para US$ 7,7 bilhões. No dia seguinte, 20 de fevereiro, a Fannie Mae também anunciou uma queda acentuada nos rendimentos. A queda dos juros do mercado obrigou a dupla a declarar prejuízos decorrentes dos derivativos em suas contas, embora o impacto disso seja compensado no longo prazo.

Mas o fato é que Fannie e Freddie emergiram da crise financeira proporcionando lucros antes do pagamento de impostos como nunca se viu antes (ver gráfico acima). Apontar os beneficiados por este quadro já é mais complicado. Depois de ter resgatado Fannie e Freddie em 2008, o governo é dono da maior participação nelas. Os demais acionistas possuem 20%, mas o governo de Barack Obama expropriou essa participação na prática em 2012: virtualmente todos os ganhos vão agora para o Tesouro. Os tribunais federais têm diante de si duas contestações à situação. Os críticos afirmam que o governo está plantando as sementes de outra crise ao incentivar as duas firmas a relaxar seus critérios de crédito por motivos políticos. Mas, enquanto isso, o governo americano pode contar com dividendos expressivos vindos deste par.

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Da Economist.com, traduzido por Augusto Calil, publicado sob licença. O artigo original, em inglês, pode ser encontrado no site www.economist.com

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