FAO exige pesquisa sobre biocombustível e ajuda financeira

Esboço da declaração final da cúpula coloca política alimentar como prioridade e pede diminuição dos subsídios

DEISE VIEIRA, Agencia Estado

05 de junho de 2008 | 08h40

Líderes mundiais reunidos na Conferência de Alto Nível do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) irão se comprometer a tornar a política alimentar uma prioridade e exigir que doadores e a Organização das Nações Unidas (ONU) aumentem a ajuda destinada a países em desenvolvimento, segundo esboço da declaração final do encontro. Sobre os biocombustíveis, a FAO diz que é essencial lidar com os "desafios e oportunidades" que eles representam, acrescentando que mais pesquisa é necessária sobre o assunto.   Veja também: Entenda a crise dos alimentos  Preço do petróleo em alta  Dedos apontados contra o etanol estão sujos de óleo, diz Lula ONU pede que produção de alimentos seja duplicada até 2030 "A situação global dos alimentos exige um forte comprometimento dos governos, assim como de todos os investidores", diz a declaração, que deve ser divulgada ainda nesta quinta-feira, 5. Líderes mundiais também ressaltaram a necessidade de minimizar barreiras comerciais que possam aumentar a volatilidade dos preços internacionais dos alimentos.   Os Estados Unidos, que subsidiam os biocombustíveis, vêm tentando rechaçar as alegações de países em desenvolvimento de que os biocombustíveis são responsáveis pela disparada dos preços dos alimentos. Uma autoridade da FAO ressaltou, porém, que a declaração ainda está sendo discutida e pode mudar significativamente. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou na quarta-feira que entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões anuais são necessários para estimular a produção mundial de alimentos, combater a fome e pressionar os preços para baixo. Mas o valor é muito mais alto do que novos compromissos de menos de US$ 3 milhões feitos até agora no encontro.Ainda segundo o esboço da declaração, parceiros em desenvolvimento devem tomar iniciativas para moderar as flutuações incomuns que vêm ocorrendo nos preços dos grãos. As informações são da Dow Jones.

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