FAO pede que G8 cumpra promessas contra crise alimentar

Diretor da Organização elogia comunicado de grupo de países ricos sobre aumento nos preços dos alimentos

Deise Vieira, da Agência Estado,

08 de julho de 2008 | 13h41

O diretor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Jacques Diouf, pediu nesta terça-feira, 8, que o G8 (grupo dos países mais ricos do mundo e a Rússia), reunido desde segunda no Japão, honre suas promessas para ajudar os países mais pobres que estão sofrendo para lidar com a disparada dos preços dos alimentos.  Veja também:G8 expressa 'forte preocupação' com alta mundial de alimentosDe olho na inflação, preço por preçoEntenda os principais índicesEntenda a crise dos alimentos    Elogiando um comunicado do grupo que afirma que os líderes têm "grande preocupação" com os preços do petróleo e dos alimentos, Diouf disse que os líderes devem "transformar essa posição em ações concretas". "Em primeiro lugar, esperamos que os países do G8 honrem seus compromissos", principalmente os acertados em um encontro em Roma no mês passado, afirmou ele, detalhando que quase US$ 24 bilhões foram prometidos para a África. Diouf afirmou estar "muito feliz" com um anúncio do presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, de US$ 1 bilhão em fundos para apoiar o setor agrícola em países em desenvolvimento. "Este é um apoio considerável e muito importante para lidar com a situação imediata." Ele também elogiou um "desenvolvimento positivo" do pedido do G8 para que as nações com estoques suficientes de alimentos liberem parte de suas reservas para os países necessitados para ajudar a lidar com a alta dos preços.

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