Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

FAO vê necessidade de fortalecimento do comércio regional

Em conferência das Nações Unidas, países da América Latina falaram de 'promover o pagamento dos bens comercializados em moedas nacionais, como uma questão de sobrevivência'

Marina Guimarães, correspondente,

30 de março de 2012 | 16h56

BUENOS AIRES - O aumento do protecionismo no comércio internacional foi um dos assuntos discutidos na 32ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO), concluída nesta sexta-feira, 30, em Buenos Aires, segundo informou à Agência Estado o diretor geral do organismo, José Graziano da Silva. "Discutimos muito sobre valorizar o comércio intra-regional e essa é uma tendência internacional", disse Graziano ao ser questionado se as barreiras comerciais poderiam ser um entrave ao combate à fome e à miséria.

Segundo ele, os países da América Latina que participaram da conferência conversaram sobre "a necessidade de incentivar e fortalecer o comércio regional, inclusive promover o pagamento dos bens comercializados em moedas nacionais, como uma questão de sobrevivência". A declaração de Graziano foi feita no mesmo dia em que a Argentina recebeu uma chuva de críticas na Organização Mundial de Comércio (OMC). Estados Unidos, Japão, México, União Europeia e outros 10 países acusaram a Argentina de restringir arbitrariamente suas importações e fizeram uma advertência de que poderiam adotar represálias.

Na segunda-feira, o governo norte-americano anunciou a suspensão da Argentina do sistema geral de preferências tarifárias e, ontem, o diretor de Relações Internacionais da Comissão Europeia, John Clarke, chegou a sugerir a exclusão da Argentina das negociações UE-Mercosul. O vice-ministro argentino de Agricultura, Lorenzo Basso, negou que a Argentina seja um país protecionista. "Não creio que seja assim. Todos os países têm suas normas internas e suas interpretações sobre os produtos comercializados e adotam isso para administrar o comércio", comentou.

Tudo o que sabemos sobre:
MercosulArgentinaFAOONU

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.