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Fapesp e Central Bela Vista fazem mapeamento genético do boi

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Central Bela Vista Genética Bovina anunciam logo mais o início do projeto Genoma Funcional do Boi. O objetivo do projeto de mapeamento genético do boi é identificar genes que possam ser usados no desenvolvimento de produtos e tecnologias, que permitam aumentar a produção bovina, melhorar a qualidade da carne, a eficiência reprodutiva e a resistência do rebanho às doenças. O investimento é da ordem de US$ 1 milhão e será dividido entre a Fapesp e a Central Bela Vista. A previsão inicial, segundo o presidente da Central Bela Vista, Jovelino Mineiro, é que o estudo seja feito em dois a três anos. O professor Luiz Lehmann Coutinho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, coordenará o estudo, que será desenvolvido pelos pesquisadores do Programa Genomas Agronômicos e Ambientais (AEG), da fundação. O foco do projeto será a raça Nelore, que representa o maior rebanho brasileiro e, por isso, o mais importante para a pecuária nacional. Para a Fapesp, cujo primeiro projeto de seqüenciamento genético na área da agropecuária foi o da bactéria Xylella fastidiosa, causadora do amarelinho nos laranjais, a principal característica do projeto Genoma Funcional do Boi é a capacidade de transformar o conhecimento científico em novos negócios. Para o empresário Jovelino Mineiro, o objetivo é mesmo empresariar o conhecimento. "Estamos nisso pelo negócio", disse. "A pecuária tem um presente e um futuro espetacular, mas há alguns gargalos para o desenvolvimento de uma carne de melhor qualidade." Segundo ele, o projeto Genoma vem consolidar uma parceria que já dura alguns anos entre Central Boa Vista e a Fapesp na pesquisa desse produto de melhor qualidade. A Central Bela Vista Genética Bovina é uma das maiores empresas brasileiras de produção de sêmen e embriões. Em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) conseguiu aprimorar a tecnologia de produção do novilho superprecoce. Hoje animais de 12 e 14 meses são abatidos com 17 arrobas, atendendo às especificações do mercado europeu. Segundo a Fapesp, o rebanho brasileiro é estimado em 170 milhões de cabeças, sendo que o País ocupa a terceira posição entre os exportadores de carne bovina, atrás somente da Austrália e dos Estados Unidos. No ano passado, as exportações brasileiras somaram US$ 1,086 bilhão e têm crescido desde janeiro. O Brasil ganha mercado pela característica de seu rebanho, alimentado exclusivamente a pasto. Desde o surgimento da vaca louca, em 99, as exportações de carne bovina brasileira passaram de 291 mil toneladas/ano para 635 mil/t por ano.

Agencia Estado,

07 de maio de 2003 | 09h40

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