Faremos ajustes se riscos persistirem, diz Nakaso

O vice-presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Hiroshi Nakaso, afirmou nesta quinta-feira que o banco central japonês não hesitará em tomar medidas políticas se os riscos das economias emergentes e as condições de mercado colocarem em jogo os seus esforços para superar a deflação.

AE, Agencia Estado

06 de fevereiro de 2014 | 05h01

"Vamos fazer os ajustes necessários para atingir a nossa meta de inflação de 2%, se alguns riscos, inclusive aqueles sobre os mercados emergentes, persistirem", disse Nakaso em uma sessão parlamentar.

Além disso, o vice-presidente do BoJ avaliou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que aumentou 1,3% em dezembro, continua no caminho constante para atingir a meta de inflação estabelecida pelo BoJ.

Reconhecendo que o nervosismo do mercado global tem afetado os mercados de ações e a moeda japonesa nas últimas semanas, devido à redução do programa estímulos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Nakaso afirmou que o BoJ vai "acompanhar de perto" a evolução dos mercados globais e os seus efeitos sobre a economia japonesa.

O vice-presidente do BoJ ainda disse que as recentes decisões do Fed sinalizam que a economia dos Estados Unidos está se recuperando.

"Nós acreditamos que o ritmo da recuperação das economias avançadas, lideradas pelos EUA , vai acelerar daqui para frente", concluiu Nakaso, acrescentando que as economias emergentes vão se beneficiar gradualmente desta recuperação. Fonte: Dow Jones Newswires.

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