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Faremos o possível para um PIB de 4% neste ano, diz presidente do BNDES

Segundo Luciano Coutinho, esse avanço dependerá da recuperação dos investimentos; para tanto, BNDES deverá investir em infraestrutura 25% do total a ser desembolsado pela instituição

Bianca Ribeiro e Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

16 de abril de 2012 | 19h09

SÃO PAULO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou nesta segunda-feira, 16, que a economia brasileira deve ganhar maior ritmo no segundo trimestre e acelerar a partir do segundo semestre. Questionado sobre se sua previsão para o PIB seria ainda de 4%, Coutinho afirmou que o governo e o BNDES trabalharão neste sentido. "Faremos o possível", disse.

De acordo com ele, esse avanço dependerá, em grande medida, da recuperação dos investimentos. Coutinho disse que a parte do BNDES nessa recuperação envolve investimentos em infraestrutura da ordem 25% do total a ser desembolsado pelo banco de fomento. Esse porcentual, segundo ele, equivale a R$ 58 bilhões, dos quais R$ 28 bilhões serão investidos diretamente.

Coutinho adiantou ainda que os desembolsos do banco neste ano alcançarão algo entre R$ 145 bilhões e R$ 150 bilhões, um crescimento ante o total desembolsado em 2011, de R$ 140 bilhões.

Nos próximos três anos, O BNDES espera investir um montante de R$ 1 bilhão em fundos de private equity e venture capital que estimulem o empreendedorismo de inovação no País. Segundo Coutinho, esse aporte reforçará uma parceria com o setor privado para levar o País a avançar nesse setor.

"O Brasil está aquém de países desenvolvidos e asiáticos bem desenvolvidos nesse campo" afirmou, reforçando que o papel do setor privado e do mercado de capitais é fundamental para alcançar esse objetivo.

Coutinho afirma que o BNDES tem hoje 29 fundos, sendo 14 de venture capital e 15 fundos de private equity, com investimento em 199 novas empresas nos últimos 6 anos. "É pouco, mas tivemos um período de alta volatilidade".

O dirigente elogiou o desempenho do Criatec, feito pelo BNDES em parceria com o Banco do Nordeste, e avisa que o governo está disposto em multiplicar essa experiência de apoio a inovação. Ele destaca que hoje a relação de gastos das empresas entre Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e faturamento chega a 20%, mas pode ser maior.

Mesmo assim o volume de pessoal qualificado no setor e de número de patentes depositadas vem mostrando uma evolução importante. "Estaremos trabalhando para multiplicar a base de pequenos investidores plantando sementes para que indústria de venture capture venha a colher".

Coutinho diz que ainda em 2012 será lançado o fundo Criatec II, seguido pelo Criatec III, depois de 2013. Também terá início neste ano um novo fundo de tecnologia de informação e dois novos de private equity.  

EUA 

Coutinho, afirmou que há melhora da economia dos Estados Unidos, muito embora ela esteja ocorrendo em ritmo lento. "O setor privado nos EUA aparentemente recupera vendas, mas os investimentos não melhoraram tanto", destacou.

Coutinho ressaltou que a economia norte-americana carece de um apoio de gastos do governo para reativar a demanda agregada. "Há um embate entre Congresso e governo Obama que tem manietado a política fiscal", destacou.

O presidente do BNDES fez os comentários na abertura do Congresso Abvcap 2012 em São Paulo.

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