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Farm Bill é retrocesso, diz Lafer

O ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, afirmou hoje que a nova lei agrícola (Farm Bill) dos Estados Unidos representa "inequivocamente um retrocesso em relação ao espírito que deve nortear o conjunto das negociações comerciais, seja no plano multilateral, seja no plano regional, no âmbito da Alca (Área de Livre Comércio das Américas)".Em entrevista ao sair de cerimônia no Instituto Rio Branco, Lafer fez a ressalva de que o governo brasileiro está "examinando com cuidado" o que significa, de fato, essa nova lei, mas afirmou ser "óbvio´ que o Brasil é "contrário" a uma legislação que vai contra o principal objetivo do País ? que é o de "transformar o comércio de produtos agrícolas em um comércio não sujeito às distorções que o emperram até hoje."O ministro explicou que o exame cuidadoso é necessário para se saber "concretamente" qual será o impacto da nova lei sobre a produção agrícola brasileira, uma vez que "ela faz diferenciação nas medidas de apoio que concede aos diversos produtos norte-americanos.Lafer relatou que o Brasil está em contato com o Grupo de Cairns (formado por países exportadores de commodities), em Genebra, "e é possível que se prepare entre esta quarta e quinta-feira uma manifestação voltada para esta crítica à Farm Bill norte-americana."O chanceler brasileiro, que se prepara para participar de reunião da OCDE (Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico), considera "provável" que a questão seja colocada durante o encontro. "É quase que inevitável que ela surja nessa discussão, uma vez que esse é um dos grandes temas da agenda do comércio internacional", previu.

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