Farmácias criticam ?autoritarismo? do governo

A Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) acusa a Câmara de Medicamentos do Ministério da Saúde de ter agido de forma autoritária e sem transparência quanto aos cálculos para o reajuste dos remédios."Esta posição equivocada poderá gerar despesas públicas com o caráter de compensação às partes prejudicadas, impondo à sociedade como um todo o ônus da falta de transparência e do autoritarismo", afirma a associação em nota divulgada nesta quarta-feira.ReuniãoO presidente da Abrafarma e sócios da entidade estão reunidos nesta quarta-feira, em São Paulo, para discutir a decisão do governo sobre o reajuste dos preços dos medicamentos.A câmara definiu, na última segunda-feira, o reajuste de 4,32% a 5,83% dos preços dos medicamentos, a partir de 31 de janeiro, com validade até o final de janeiro de 2003. Margem de lucro"Além de não ouvir o mercado a respeito, a câmara apresentou índices sem a menor consistência técnica, desrespeitando a própria fórmula de reajuste definida anteriormente pelo próprio governo", ressalta a nota da Abrafarma. A associação das farmácias diz ainda que a câmara de medicamentos do governo alterou a margem de lucro do varejo, ao permitir ajuste de preços dos remédios para a indústria, em novembro, sem repasse para os produtos nas farmácias. Isso representou perda de 1% no resultado das drogarias.

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