Fartos elogios do FMI ao governo Lula

O diretor adjunto do Departamento de Hemisfério Ocidental do FMI, Jorge Márquez-Ruarte, fez hoje grandes elogios ao desempenho da equipe econômica brasileira. "Durante a turbulência no ano passado, o Brasil foi testado, e podemos concluir que o país tem uma postura forte em termos de políticas econômicas". Ele disse que o regime de metas de inflação está funcionando muito bem até o momento e as ações do governo mostram que, na área de política fiscal, a atual administração mostrou não só uma continuidade, mas uma intensificação de um regime fiscal saudável. "Está claro que esse governo não irá declarar um default (moratória) da sua dívida", afirmou. Ele também elogiou a velocidade nos avanços das reformas, especialmente com a votação da emenda constitucional sobre o artigo 192, a respeito do sistema financeiro. Segundo Márquez-Ruarte, na situação atual não há necessidade de o Banco Central brasileiro ser mais agressivo em relação à política monetária. "Mas se a diferença entre as expectativas e a meta inflacionária aumentar ou continuar muito grande, aí então o BC terá de agir mais agressivamente. É necessário ficar atento", afirmou Márquez-Ruarte, após participar de palestra na Conferência Brasil 2003, promovida pela Câmara de Comércio Brasil -EUA. O diretor do FMI disse que o BC não poderá começar a afrouxar a política monetária antes que as expectativas inflacionárias caiam.

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