Jonathan Ernst/Reuters
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Fase 2 do acordo EUA-China já está sendo discutida, afirma Trump

Em Davos, o presidente americano disse que é mais difícil fazer negócios com a Europa do que com os chineses

Eduardo Gayer e Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 11h18

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na manhã desta quarta-feira, 22, em Davos, que a "fase 2" do acordo comercial com a China já está sendo discutida e disse acreditar que a negociação será "tranquila". 

O secretário do Tesouro Americano, Steven Mnuchin, que também participa do Fórum Econômico Mundial, na Suíça, não há prazo para a conclusão dessa nova etapa do acordo. Segundo ele, o foco agora é implementar a fase 1 - assinada no último dia 15 - nos próximos 30 dias.

Em coletiva de imprensa antes de deixar o Fórum, Trump declarou que é mais difícil fazer negócios com a Europa do que com a China. O republicano não estabeleceu um prazo para fechar um acordo comercial com o bloco europeu.

Em entrevista à CNBC, ele disse que se encontrou na terça com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Trump ameaçou impor tarifas "muito altas" a carros e outros produtos da União Europeia se os dois lados não se acertarem. Segundo o presidente, a UE não tem outra opção além de fechar um acordo com Washington. "Eu ficaria surpreso se tivéssemos de implementar tarifas (contra a UE)."

Ainda à CNBC, o presidente afirmou que os EUA já começaram a negociar um acordo com o Reino Unido. De acordo com Mnuchin, esse acordo é prioridade para os EUA em 2020.

Em relação à mudança climática, que tem sido o foco das discussões em Davos, o líder da Casa Branca se limitou a dizer que os EUA terão a água e o ar mais limpos do mundo. Na terça-feira, o presidente americano afirmou que o mundo deveria evitar discursos ambientais "alarmistas".

Donald Trump também comentou sobre seu processo de impeachment. Ele voltou a defender que sua conversa com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, foi totalmente apropriada. Em relação às testemunhas que devem depor no Senado, o republicano criticou um possível comparecimento do ex-conselheiro de Segurança Nacional americano, John R. Bolton, por se tratar de "uma questão de segurança nacional".

OMC

O presidente dos EUA disse que defendeu reformas "dramáticas" na Organização Mundial do Comércio (OMC) durante encontro com o diretor-geral do grupo, o brasileiro Roberto Azevêdo, durante o Fórum Econômico Mundial. Segundo Trump, Azevêdo planeja viajar para os EUA nas próximas semanas.

Azevêdo, que falou durante coletiva de imprensa em Davos, concordou que a OMC precisa ser atualizada e passar por reformas. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS 

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